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Jovem estudante de Direito encontrada morta em condomínio de Fortaleza

Mãe da vítima denuncia falta de informação e aponta ciúmes do namorado

Daniele Morais
22 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Jovem estudante de Direito encontrada morta em condomínio de Fortaleza
Imagem: "International Flag of Planet Earth Budassi version" by Pablo Carlos Budassi is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/deed

Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos, foi encontrada morta no pátio de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza, no domingo (13). A morte despertou buscas intensas na internet após a mãe da vítima divulgar um vídeo cobrando respostas.

Detalhes da morte de Isabelle Caracristi

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, o óbito ocorreu por volta das 20h40. Exames realizados pela Perícia Forense identificaram lesões compatíveis com impacto contra o solo e os testes toxicológicos foram negativos para substâncias de interesse.

Comportamento do namorado segundo a família

A mãe de Isabelle, a professora Isorlanda Caracristi, afirmou que a filha reclamava do ciúme excessivo do namorado, João Munhoz Neto, de 33 anos. Ela relatou que Isabelle se queixava de que o parceiro a acompanhava constantemente, inclusive em idas à farmácia ou ao lanche com amigas.

Investigação da polícia civil

A Polícia Civil do Ceará está analisando imagens de câmeras de segurança. As gravações mostram Isabelle chegando ao condomínio às 17h58, subindo ao elevador acompanhada por João, que depois deixa o prédio usando outra roupa por volta das 18h33. Ela entra novamente no elevador às 19h12, dirigindo-se ao 23º andar, onde foi encontrada morta. Até o momento, quatro pessoas foram ouvidas e outros quatro depoimentos estão agendados. O laudo do exame do corpo deve ficar pronto no início de outubro.

Reações da OAB e pedidos de justiça

A OAB/CE, por meio de suas comissões de mulher advogada e de enfrentamento ao feminicídio, divulgou nota de solidariedade e pediu que a apuração seja conduzida com celeridade, rigor técnico e perspectiva de gênero. A entidade ressaltou a necessidade de examinar todas as circunstâncias sem antecipar conclusões, evitando estereótipos ou culpabilização da vítima.

Bloqueio e falta de comunicação

Isorlanda contou que foi bloqueada no WhatsApp pelo namorado e que só soube da morte ao visitar o condomínio no dia seguinte, quando a síndica informou o ocorrido. Ela criticou a ausência de contato da família do namorado, que também não compareceu ao velório ou ao enterro.

Com informações de G1, Migalhas.

Fonte: G1, Migalhas

#Fortaleza#Violência doméstica#Investigação policial#Direito#OAB-CE
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