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Caso Isabelle Caracristi: prisão do namorado e perícia policial

A polícia civil do Ceará prende João Munhoz Neto e divulga laudos que apontam queda voluntária da estudante.

Daniele Morais
23 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Caso Isabelle Caracristi: prisão do namorado e perícia policial
Imagem: "Military Symbol - Neutral Unit (Monochrome Light 1x1 Frame)- Civil Police - Laboratory (NATO APP-6C)" by CdnMCG is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, vis

Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos, foi encontrada morta no rooftop de um condomínio em Fortaleza no dia 13 de setembro. A prisão de seu namorado, João Munhoz Neto, e os laudos periciais divulgados pela polícia explicam por que o caso está em alta.

A morte de Isabelle Caracristi e a prisão de João Munhoz

A Polícia Civil do Ceará deteve João Munhoz Neto, de 34 anos, na terça-feira (22), sob acusação de violência psicológica e indução ao suicídio. O suspeito foi preso preventivamente após a prisão preventiva ser mantida em audiência de custódia. Segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, o casal vivia em um relacionamento abusivo, com controle de ir e vir da vítima.

Indícios de violência psicológica e controle

Depoimentos apontam que João Munhoz impunha restrições à rotina de Isabelle, como impedir que ela saísse sozinha para a farmácia ou o escritório. Testemunhas relataram que o namorado buscou o celular da jovem no condomínio logo após a morte e tentou vender o apartamento, além de proibir a entrada de familiares.

O trabalho da perícia criminal

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou dez laudos periciais até o dia 22, além de três procedimentos em andamento. O exame necroscópico indicou politraumatismo com lesões compatíveis com o impacto contra o solo, confirmando a queda do rooftop. Exames toxicológicos foram negativos para substâncias de interesse. Imagens de câmeras de segurança de áreas próximas ao prédio corroboraram a cronologia dos fatos, embora não haja gravações do próprio rooftop.

Procedimentos judiciais e segredo de justiça

O caso tramita em segredo de justiça, conforme nota do Tribunal de Justiça do Ceará. Além da prisão de João Munhoz, a polícia apreendeu celulares, um tablet da mãe do suspeito e o celular da vítima para perícia. O delegado-geral informou que outras possibilidades ainda não foram descartadas, mas a investigação segue focada na hipótese de suicídio induzido.

Com informações de G1, CNN Brasil.

Fonte: G1, CNN Brasil

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