Rosa Weber e outros ministros aposentados pedem apuração de crise no STF
Carta assinada por Rosa Weber, Joaquim Barbosa e demais ex‑ministros exige sessão pública para apurar fatos que afetam a Corte

Uma carta assinada por treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Rosa Weber, foi divulgada nesta segunda-feira (7) e gerou intenso interesse na imprensa. O documento solicita ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação imediata de sessão pública para que o plenário determine uma apuração rigorosa dos fatos que, segundo os signatários, ameaçam a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
O pedido de apuração imediata
Na manifestação dirigida a Fachin, os ministros aposentados classificam o momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo. Eles pedem que o plenário, sob o devido processo legal, investigue os “gravíssimos fatos” cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade do Tribunal.
Confiança na condução de Fachin
O texto destaca a “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Edson Fachin na condução da Corte. Os signatários acreditam que o presidente designará, com urgência, a sessão requerida, garantindo o respeito às regras e garantias previstas para a apuração.
Quem assinou a carta
Além de Rosa Weber, a lista inclui Joaquim Barbosa, Ayres Britto, Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, entre outros. A manifestação não menciona nomes de ministros atualmente em exercício nem especifica os episódios que devem ser investigados.
Reação de Celso de Mello
Após a divulgação da moção, o ex-ministro Celso de Mello afirmou que o documento não faz referência a casos específicos, mas mantém equidistância em relação aos eventos que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF. Ele ressaltou que “nenhuma autoridade está acima da lei” e defendeu julgamentos públicos e exame dos fatos pelo plenário.
Objetivo da solicitação
Os aposentados enfatizam que a Justiça exercida em nome do povo deve ocorrer sob a observação da sociedade, evitando “sombra corrosiva da suspeita” e “segredo injustificado”. O pedido visa impedir que condutas ilícitas ou comportamentos eticamente censuráveis lancem dúvidas sobre a Corte.
Próximos passos esperados
Se Fachin atender ao pedido, o plenário deverá abrir sessão pública para deliberar sobre a investigação, observando o devido processo legal. A decisão será acompanhada de perto, dado o impacto apontado pelos ex-ministros sobre a credibilidade do Poder Judiciário.
Com informações de G1, Gazeta do Povo.
Fonte: G1, Gazeta do Povo