Jornalismo explicativo com profundidade e rigorPTENES
Explosão SolarProfundidade antes da pressaBuscar

Ex-comandante da FAB critica declaração de Flávio Bolsonaro

Tenente‑brigadeiro responde a acusação de campanha para Lula após sabatina na Globo

Daniele Morais
30 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
CompartilharWhatsAppXFacebook
Ex-comandante da FAB critica declaração de Flávio Bolsonaro
Imagem: "DeLorme Globe" by Me in ME is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira, reagiu neste sábado, 29, à afirmação do senador Flávio Bolsonaro de que ele estaria pedindo votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A resposta do militar, publicada no X, trouxe a palavra “leviandade” para descrever a acusação.

Por que a declaração de Flávio gerou reação

Durante a sabatina da Globo, na sexta-feira, 28, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre os depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas a respeito da tentativa de ruptura institucional no fim do governo Jair Bolsonaro. Baptista Junior, que comandava a Aeronáutica na época, havia relatado ao Supremo Tribunal Federal ter resistido a pressões para que os militares aderissem ao plano.

Resposta de Baptista Junior

Em sua publicação, o ex-comandante escreveu: “A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la”. O texto indica que a acusação foi usada para desviar o foco da pergunta feita ao candidato.

Convite à leitura do livro

Baptista Junior sugeriu que Flávio aguardasse o lançamento de seu livro “Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista”, publicado pela Autêntica Editora, antes de fazer novas afirmações sobre sua atuação naquele período. O autor descreve os bastidores da crise institucional, incluindo encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa, onde foram discutidas medidas de exceção e uma minuta golpista.

Contexto dos relatos ao STF

Nos depoimentos ao Supremo Tribunal Federal, o ex-comandante detalhou reuniões nos últimos meses do governo Bolsonaro, nas quais foram discutidas propostas para impedir a posse de Lula. Ele afirmou ter se recusado a receber cópia da minuta e relatou que o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, advertiu Bolsonaro de que poderia ser preso caso insistisse em uma tentativa de golpe. Também mencionou que o almirante Almir Garnier, então comandante da Marinha, colocou tropas da Força à disposição do plano.

Desdobramentos judiciais

Os relatos dos militares foram incluídos na Ação Penal 2668, no STF, que julgou integrantes do núcleo central da tentativa de golpe. O julgamento concluiu em setembro de 2025 com a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Reação ao coordenador da campanha de Flávio

Baptista Junior ainda provocou o coordenador-geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, sugerindo que não incorporasse “o espírito do nosso querido Zagallo” ao exigir que “a tal direita consentida vai ter que nos engolir”.

Com informações de Estadão.

Fonte: Estadão

#Carlos de Almeida Baptista Junior#Flávio Bolsonaro#FAB#crise institucional#livro Eu Disse Não
Também emEnglishEspañol
CompartilharWhatsAppXFacebook