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Centrão muda de postura e adota Flávio Bolsonaro como favorito

Líderes do bloco veem vantagem na candidatura de Flávio diante da crise no STF

Daniele Morais
10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Centrão muda de postura e adota Flávio Bolsonaro como favorito
Imagem: "Mette Frederiksen Announcing end of first Royal Round after 2026 Election 07" by Valdemar Baes Aaholst is licensed under CC BY 4.0. To view a copy of this license, visit https://c

Nas últimas semanas, lideranças do Centrão passaram a apontar o senador Flávio Bolsonaro como novo favorito à Presidência, depois que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou a associação entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Recalibração das apostas do Centrão

Segundo reportagem do Metrópoles, caciques de partidos como PP, União Brasil e Republicanos avaliaram que a imagem de Moraes está muito ligada à de Lula, o que pode prejudicar o presidente nas urnas. Esse diagnóstico levou o bloco a mudar de postura, passando a considerar Flávio Bolsonaro como candidato com maior chance de vitória.

Flávio avança nas pesquisas

O levantamento PoderData/Aya, divulgado em 10 de setembro de 2026, mostrou Flávio com 47% das intenções de voto no segundo turno contra 45% de Lula, dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Na mesma pesquisa, o senador também apareceu à frente de Lula na simulação de segundo turno contra o escritor Augusto Cury, do Avante.

Impacto da crise do STF nas estratégias

A crise no STF, desencadeada por mensagens que expuseram a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, tem sido vista como fator que “respinga” na imagem de Lula. O Centrão entende que a neutralidade oficial na corrida presidencial pode garantir maior influência nas negociações legislativas, independentemente de quem vença.

Neutralidade oficial e busca por governabilidade

Embora tenham mudado a avaliação interna, os partidos do Centrão mantêm a posição de permanecer oficialmente neutros. O argumento central é que a neutralidade favorece a eleição de bancadas robustas na Câmara e no Senado, obrigando o futuro presidente a negociar com essas legendas para assegurar governabilidade.

Perspectivas para o segundo turno

Além da pesquisa do PoderData/Aya, a Quaest divulgada em 7 de setembro mostrou Flávio e Lula empatados em 41% cada no segundo turno. Essa convergência entre as pesquisas reforça a percepção do Centrão de que Flávio se tornou o candidato mais promissor diante do cenário atual.

Com informações de Poder360, Metrópoles.

Fonte: Poder360, Metrópoles

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