manifesto exige apuração urgente do STF
empresas e personalidades exigem sessão pública e transparência na Corte
Na manhã desta quarta-feira (9), um manifesto coletivo, assinado por mais de 2.700 entidades e cidadãos, exigiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra uma sessão pública para apurar a crise institucional que tem abalado o país. O documento, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) entre outros signatários.
O que mudou na crise institucional
O manifesto descreve a situação como uma “crise institucional de extrema gravidade” e pede ao STF que decida “com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo”. Não menciona nomes de ministros nem episódios específicos, mas destaca que a legitimidade do tribunal depende de imparcialidade, transparência e exemplo na atuação de seus integrantes.
Demanda por transparência e apuração
O documento pede que a Corte preste contas à sociedade, afirmando que a perda de legitimidade de um tribunal compromete a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social. Em um posicionamento separado, Ricardo Alban, presidente da CNI, enfatiza que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco e requerem uma reação “vigorosa”, justa e responsável.
Manifesto de empresários e personalidades
Além das entidades empresariais, o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil” foi assinado por personalidades como Luciano Huck, Luiza Helena Trajano e Armínio Fraga, além de 154 cidadãos brasileiros. O documento pede apuração completa, célere e independente dos fatos, afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e adoção de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e órgãos de investigação.
Foco no caso Master e no futuro das eleições
O manifesto faz referência ao caso Master, que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu prazo até 22 de setembro para que os envolvidos se pronunciem. O documento ressalta que a situação alcança ministros do Supremo, a Polícia Federal, o Ministério Público, o Congresso Nacional e figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa destaca que a crise ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais, legislativas e estaduais.
Assinaturas e apoio amplo
- Entre os signatários estão André Lara Resende, Armínio Fraga, Betânia Tanure, Candido Botelho Bracher, Daniel Slaviero, Eduardo Mufarej, Eduardo Sirotsky Melzer, Fábio Barbosa, Frederico Trajano, Gustavo Franco, Horácio Lafer Piva, Jayme Garfinkel, Luciano Huck, entre outros.
- O manifesto conta com 157 assinaturas de empresários, economistas e profissionais liberais que pedem o afastamento cautelar de autoridades investigadas no caso Master.
Convocação à sociedade
O documento termina com uma convocação para que a sociedade se manifeste, reforçando que “ninguém está acima da lei”. A página do manifesto reúne adesões de associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país, totalizando 2.764 registros.
Com informações de G1, CNN Brasil, Poder360.
Fonte: G1, CNN Brasil, Poder360