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IPCA registra deflação de 0,32% em agosto

Inflação oficial registra maior queda mensal desde 2022, impulsionada por energia elétrica e transportes

Daniele Morais
11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto, a maior queda mensal desde agosto de 2022. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tem gerado grande interesse nas buscas.

O que provocou a queda do IPCA em agosto

A deflação foi liderada pelo grupo Habitação, que recuou 1,87% no mês. O principal responsável foi a energia elétrica residencial, que caiu 7,63% após a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto. Esse benefício devolve ao consumidor parte dos recursos excedentes da usina, proporcionando alívio temporário nas contas de luz.

Como os demais grupos contribuíram para a deflação

Além da Habitação, os grupos Transportes, Alimentação e bebidas e Comunicação também apresentaram variações negativas: -0,86% em Transportes, -0,34% em Alimentação e bebidas e -0,09% em Comunicação. Em Transportes, a queda foi puxada principalmente pelas passagens aéreas (recuo de 13,17%) e pelos combustíveis, com etanol -3,95%, diesel -0,80% e gasolina -0,59%.

Quais foram as altas que limitaram a queda

Alguns subgrupos registraram alta, mitigando a deflação geral. Despesas pessoais subiram 1,30%, impulsionadas pelo cigarro (+19,59%). Vestuário teve alta de 0,12% e artigos de residência 0,64%. No setor de Habitação, gás encanado cresceu 1,74% devido a reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto avançou 0,11% após reajuste de 3,55% em Salvador.

Impacto da deflação na meta de inflação do Banco Central

Mesmo com a queda em agosto, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,22%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta de 3% ± 1,5 ponto percentual estabelecida pelo Banco Central. A inflação anual permanece abaixo dos 4,44% registrados no mês anterior.

Perspectivas para os próximos meses

Os dados de agosto reforçam o movimento de desaceleração dos preços, mas a inflação ainda apresenta alta acumulada. O comportamento dos grupos que registraram alta, como Despesas pessoais e Habitação, será decisivo para definir se a tendência de queda se manterá nos próximos lançamentos do IPCA.

Com informações de G1, InfoMoney.

Fonte: G1, InfoMoney

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