Jornalismo explicativo com profundidade e rigorPTENES
Explosão SolarProfundidade antes da pressaBuscar

Copom inicia quinta reunião de 2026 e avalia nova queda da Selic

Banco Central avalia cortes adicionais enquanto inflação ainda supera meta

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
CompartilharWhatsAppXFacebook
Copom inicia quinta reunião de 2026 e avalia nova queda da Selic
Imagem: "2024- DJT net income" by RCraig09 is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central deu início, na terça-feira, à quinta reunião do ano, em um cenário marcado por expectativas de novos cortes na taxa básica de juros e por uma inflação ainda acima do limite superior da meta.

Copom inicia reunião em meio a expectativa de novos cortes

A decisão sobre a Selic será divulgada na noite de quarta-feira, após dois dias de debates sobre a situação econômica nacional e internacional.

Selic em 14,25%: histórico das últimas reduções

Atualmente, a taxa básica está em 14,25% ao ano, o menor nível registrado em 2026, resultado de três reduções sucessivas de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho.

Boletim Focus indica queda nas projeções da taxa

Na véspera do encontro, o Boletim Focus, divulgado em 3 de agosto de 2026, mostrou que a mediana das expectativas do mercado para a Selic ao final do ano recuou de 14% para 13,75% após cinco semanas de estabilidade.

Inflação projetada ainda acima da meta de 3%

Os analistas consultados pelo Banco Central também reduziram, pela quinta semana consecutiva, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, passando de 5,12% para 5,03%. Apesar da diminuição, a estimativa permanece acima do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

Como a variação da Selic impacta consumidores e bancos

A Selic serve de referência para títulos públicos e para as demais taxas da economia, sendo o principal instrumento de controle inflacionário. Quando o Copom eleva a taxa, o crédito fica mais caro, o que tende a reduzir a demanda e a conter a pressão sobre os preços. Por outro lado, aumentos podem frear a expansão econômica. Já a redução da Selic costuma tornar o crédito mais barato, estimulando consumo, investimentos e atividade econômica. Bancos, ao definir os juros cobrados dos clientes, consideram ainda o risco de inadimplência, custos administrativos e margens de lucro.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

#copom#selic#inflação#política monetária#economia
Também emEnglishEspañol
CompartilharWhatsAppXFacebook