Inflação na Colômbia recua para 6,03% em julho de 2026
Dados do Dane mostram redução mensal e destaque para alimentação e saúde

Em 10 de agosto de 2026, o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane) informou que a inflação anual na Colômbia recuou para 6,03% em julho, interrompendo quatro meses consecutivos de alta. O índice mensal de julho ficou em 0,17%, abaixo dos 0,28% registrados no mesmo período de 2025.
Inflação anual desacelera em julho
Após iniciar a trajetória ascendente em março, quando atingiu 5,56%, a taxa anual chegou a 6,14% em junho e voltou a cair para 6,03% em julho. No acumulado de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registra variação de 4,94%, 0,92 ponto percentual acima do acumulado de 2025, que foi de 4,02%.
Desempenho das principais divisões
A divisão de Alojamento, água, eletricidade, gás e outros combustíveis liderou os incrementos mensais, com alta de 0,55% em julho. Alimentos e bebidas não alcoólicas também contribuíram para a manutenção da pressão inflacionária. A divisão de Vestuário e calçados apresentou o menor crescimento anual, 3,38%, embora o serviço de lavagem e passar roupa tenha subido 9,38%.
Setores com maior alta de preços
Restaurantes e hotéis registraram a maior variação anual, 9,53%. Dentro desse grupo, as bebidas quentes para consumo imediato subiram 10,01%, as gaseosas e refrigerantes em estabelecimentos de serviço à mesa avançaram 10,00% e as refeições preparadas em restaurantes aumentaram 9,72%.
Na mesma divisão, os menores aumentos foram observados nos serviços de hospedagem em hotéis e hostels (6,31%) e no pagamento de alimentação em restaurantes (7,76%). A segunda divisão com maior alta foi Saúde, com 8,37% de variação, impulsionada por consultas médicas particulares (10,85%), serviços odontológicos particulares (10,61%) e consultas com especialistas (9,48%).
Contribuições e alívios ao índice
Os itens que mais pesaram no orçamento dos colombianos foram as refeições em estabelecimentos de serviço à mesa e autoatendimento, adicionando 0,73 ponto percentual ao IPC, seguidos pelo aluguel imputado (0,61 ponto) e transporte urbano (0,51 ponto). Por outro lado, alimentos básicos como arroz (-0,06 ponto), tomate (-0,05 ponto) e veículos particulares novos ou usados (-0,04 ponto) reduziram a pressão inflacionária.
Com informações de El Tiempo.
Fonte: El Tiempo