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Corinthians avança na negociação para quitar dívida da Neo Química Arena

Diretoria do clube recebe sinal positivo da Caixa para assumir naming rights e encerrar a dívida de R$ 630 milhões

Daniele Morais
6 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Na segunda-feira, a diretoria do Corinthians recebeu a notícia de que a Caixa Econômica Federal deu sinal positivo ao acordo que pode encerrar a dívida da Neo Química Arena, atualmente estimada em R$ 630 milhões. O avanço ocorre ao mesmo tempo em que o Ministério Público de São Paulo determina que o clube apresente documentos sobre uma suposta diferença de R$ 45 milhões na multa cobrada pela Caixa.

O que foi sinalizado pela Caixa

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, o tema chegou ao Conselho de Administração da Caixa, instância máxima de decisão do banco, e foi aprovado em princípio. A proposta prevê que a Caixa assuma os naming rights da arena, permitindo que a dívida seja considerada quitada. Em troca, o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por período ainda não definido.

Valor dos naming rights e contrapartidas

A diretoria do clube estima que os naming rights valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, valor bem superior aos R$ 15 milhões anuais pagos pela Hypera desde 2020, corrigidos pela inflação. O acordo também inclui a devolução de R$ 27 milhões depositados em conta reserva, o lançamento de títulos de capitalização, a transferência da operação financeira do Corinthians para a Caixa e a emissão de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor.

Suspensão dos pagamentos da dívida

Na semana anterior, o Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral de 2026, no valor aproximado de R$ 28 milhões, alegando ter recebido autorização para suspender os pagamentos enquanto a negociação avançasse. A diretoria espera que a Caixa formalize a suspensão dos pagamentos até a conclusão do acordo.

Exigência do Ministério Público

Em paralelo, o Ministério Público de São Paulo concedeu ao clube um prazo de 72 horas para entregar documentos que esclareçam uma diferença de R$ 44,9 milhões na multa cobrada pela Caixa. O promotor Cassio Conserino destacou que a multa aplicada foi de R$ 48,7 milhões, enquanto a representação técnica aponta um valor de R$ 3,8 milhões. Se atualizada, a diferença poderia chegar a R$ 196 milhões.

Próximos passos

O Corinthians aguarda a formalização do sinal positivo da Caixa e a resposta ao pedido do Ministério Público. Enquanto isso, o presidente Osmar Stabile mantém a quitação da arena como prioridade de sua gestão. A situação segue acompanhada de perto pelos torcedores e pelos representantes legais, que buscam garantir a regularidade dos cálculos e a viabilidade do acordo.

Com informações de ge, UOL, Poder360.

Fonte: ge, UOL, Poder360

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