Senadores eleitos aumentam pressão por impeachment de ministros do STF
Mais da metade dos novos senadores apoiam a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal

As eleições de 2026 resultaram em uma bancada do Senado com maioria clara de parlamentares que defendem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa mudança de cenário tem gerado intensa atenção na imprensa e nas discussões políticas.
Expectativas frustradas de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, em conversas com interlocutores do mundo jurídico, revelou surpresa ao perceber que a maioria dos senadores eleitos é favorável ao impeachment. Ele havia sido informado de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garantiria uma maioria de centro e impediria pedidos de destituição, mas os resultados eleitorais contrariaram essa expectativa.
Proporção de senadores pró-impeachment
Segundo levantamento de fontes jornalísticas, ao menos 50 dos 81 senadores eleitos para a legislatura que se inicia em 2027 defendem o impeachment de ministros do STF. Para que o processo seja aprovado, são necessários 54 votos, além da anuência do presidente da Casa, que tem o poder de dar andamento ao pedido.
Senadores investigados e possíveis instrumentos de pressão
Mais da metade dos senadores favoráveis ao impeachment está citada em investigações ou processos em curso. Dentre os 31 novos senadores pró-impeachment, 16 são mencionados em apurações que tramitam no STF ou que podem chegar à Corte com a posse. Os casos incluem suspeitas de “rachadinha”, desvios de recursos públicos e participação em operações policiais como a Operação Galho Fraco.
Reações do Legislativo e limites institucionais
Os parlamentares pró-impeachment lembram que o Congresso tem competência para suspender ações penais contra seus membros, a pedido dos partidos. Essa prerrogativa foi utilizada recentemente para suspender uma ação contra o deputado Gustavo Gayer, que foi eleito senador por Goiás.
Propostas de reforma do STF
Alguns dos novos senadores, como Carlos Jordy, defendem mudanças estruturais no STF, incluindo mandatos fixos de oito a dez anos para os ministros, o fim das decisões monocráticas e a retirada da competência penal da Corte. Segundo Jordy, tais alterações evitariam que decisões individuais do tribunal interfiram nas deliberações do Legislativo.
Diálogo entre poderes e perspectivas futuras
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e possível presidente do Senado, afirmou que o Legislativo não se omitiria diante de crime de responsabilidade de um ministro do STF. Ao mesmo tempo, ele sinalizou disposição de dialogar com a Corte, embora exclua a possibilidade de um impeachment contra Alexandre de Moraes.
Com informações de O GLOBO, Metrópoles, VEJA.
Fonte: O GLOBO, Metrópoles, VEJA