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Gilmar Mendes lidera resistência contra impeachment de ministros

Ministro do Supremo diz que candidatos com bandeira de impeachment terão imensas dificuldades de implementação

Daniele Morais
26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Gilmar Mendes lidera resistência contra impeachment de ministros
Imagem: "Union Station Columns & Arches (Washington, DC)" by takomabibelot is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/.

O debate sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força na campanha eleitoral após declarações do decano Gilmar Mendes. O magistrado afirmou que candidatos que adotam essa bandeira enfrentarão imensas dificuldades caso cheguem ao Senado.

A reação do Supremo e o cenário para 2027

A resistência do STF à meta de atingir maioria no Senado e pautar o impeachment de magistrados ganhou força na campanha eleitoral. Liderado por Gilmar Mendes, o movimento ficou mais explícito quando o ministro disse não temer candidatos com essa bandeira, embora tenha previsto barreiras para concretizá-la.

Um dia antes, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou a denúncia de abusos por políticos como populismo e ameaça às instituições. Os discursos expõem o choque de posições que deve marcar o ano de 2027.

A batalha jurídica sobre a Lei do Impeachment

Gilmar resolveu se antecipar e deflagrou a batalha contra o afastamento de ministros ao suspender dispositivos da Lei do Impeachment de 1950 e reinterpretar pontos do rito. A liminar restringiu inicialmente à Procuradoria-Geral da República a apresentação de denúncias e fixou quórum de dois terços na admissibilidade no Senado.

Após reações, o ministro recuou parcialmente, retomando o direito de o cidadão apresentar pedido. A decisão gerou controvérsia sobre os limites entre os Poderes, com críticos apontando conflito institucional.

A estratégia da direita e a escolha no Senado

A estratégia de candidatos de direita para ocupar o Senado tornou-se central no confronto institucional. O presidenciável Flávio Bolsonaro divulgou apoio a candidatos alinhados com o impeachment de ministros do STF, com foco especial em Alexandre de Moraes.

Além da eleição de senadores, a presidência da Casa tem poder decisivo sobre a tramitação das denúncias. Por isso, a escolha do sucessor de Davi Alcolumbre, em fevereiro de 2027, será uma etapa estratégica após as urnas de outubro.

O impacto do escândalo e a avaliação pública

A percepção popular do Supremo sofreu mudança radical e o STF passou a ser mal avaliado independentemente da corrente política do eleitor. O escândalo do Banco Master atingiu diretamente ministros da Corte, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, gerando consequências internas distintas e movimentando os bastidores institucionais.

Com informações de O GLOBO, Gazeta do Povo.

Fonte: O GLOBO, Gazeta do Povo

#Gilmar Mendes#STF#Impeachment#Política#Senado
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