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Rodoviários do DF suspendem greve após acordo salarial

A paralisação que se aproximava da eleição foi cancelada com reajuste de 8% e 10% em benefícios

Daniele Morais
28 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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A paralisação dos rodoviários do Distrito Federal, que estava prevista para iniciar na madrugada de 28 de setembro, foi cancelada depois de acordo entre o sindicato, as empresas de ônibus e a Secretaria de Mobilidade do DF. O pacto garante 8% de reajuste nos salários e 10% nos benefícios alimentares, como ticket refeição e cesta básica.

O que mudou no acordo

O sindicato havia exigido 8% nos salários, 10% na alimentação e 12% no plano de saúde. A proposta final, aceita pelas partes, incluiu 8% nos salários e 10% nos benefícios alimentares, sem alteração no plano de saúde.

Impacto na frota e nos usuários

As empresas confirmaram que a frota deverá operar normalmente nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, com a expectativa de que os ônibus circulem sem interrupções. A Justiça do Trabalho havia estabelecido que, caso a greve fosse mantida, a frota deveria operar 80% nos horários de pico, 50% nos demais horários e 100% nos dias de votação, com multa de até R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.

Contexto político e eleitoral

A greve estava marcada para ocorrer antes das eleições de 4 de outubro, quando o transporte coletivo seria alvo de paralisação. O governo do DF classificou a paralisação como político-eleitoral, alegando que a greve poderia ser usada para desgastar a gestão local. O acordo evita que o transporte seja interrompido durante o período de votação.

Reação do governo e do sindicato

Celina Leão, governadora do DF, postou no X que a suspensão da greve foi uma “excelente notícia” e que o acordo foi alcançado com a intermediação da Secretaria de Mobilidade e da Procuradoria Geral do DF. João Dâo, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF, afirmou que o acordo garante 8% de reajuste salarial e 10% em benefícios.

Perspectiva futura

O acordo foi firmado em reunião na noite de domingo (27/9). Um encontro na segunda-feira (28) deve definir as cláusulas exatas da negociação. As empresas ainda não detalharam se os valores serão pagos já em outubro. A Justiça do Trabalho manteve o direito de greve, mas estabeleceu condições de operação mínima em caso de paralisação futura.

Com informações de G1, Correio Braziliense, Diário do Poder.

Fonte: G1, Correio Braziliense, Diário do Poder

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