Greve da Caixa Econômica Federal começa em 10 de setembro
Empregados rejeitam acordo e apontam aumento de até 50% no plano de saúde como causa principal

Os empregados da Caixa Econômica Federal aprovaram paralisação por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro, após rejeitar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela instituição. O ponto central da disputa é o plano de saúde Saúde Caixa, cujo aumento pode chegar a 50% sobre os valores atuais.
Rejeição massiva da proposta da Caixa
Em assembleias realizadas em todo o país, a proposta foi rejeitada por mais de 90% dos votantes, segundo a CONTEC. A votação que definiu a greve encerrou-se em 4 de setembro, com 93,5% dos bancários da Caixa votando contra o acordo.
Impacto do aumento no plano de saúde
A mudança no Saúde Caixa foi apresentada na fase final das negociações, sem tempo hábil para análise detalhada pelos empregados, aposentados e sindicatos. A proposta prevê um aumento de cerca de 50% nos valores pagos atualmente, além de dúvidas sobre o aporte financeiro da própria Caixa para manter o plano.
Adesão à greve em Minas Gerais
Na capital mineira e região metropolitana, bancários da Caixa e do Banco do Brasil iniciaram a greve simultaneamente. A adesão dos servidores da Caixa foi de 68,2% dos votantes, enquanto 28,5% apoiaram a negociação sem paralisação.
Comunicação formal da greve
A CONTEC comunicou à Caixa, nos termos da Lei nº 7.783/1989, que a paralisação teria início em 10 de setembro e permaneceria por tempo indeterminado. O presidente da entidade, Lourenço Prado, ressaltou que ainda há espaço para negociação antes do início da greve.
Perspectivas de negociação
Apesar da decisão de greve, a CONTEC manteve-se aberta a novas tratativas e à construção de proposta que possa impedir a paralisação. A entidade indicou que as assembleias restantes serão acompanhadas e os resultados divulgados assim que concluídos.
Com informações de Contec Brasil, Metrópoles.
Fonte: Contec Brasil, Metrópoles