Jornalismo explicativo com profundidade e rigorPTENES

retomada da pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas

a empresa TGS volta a coletar dados após janela ambiental

Daniele Morais
11 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
CompartilharWhatsAppXFacebook
retomada da pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas
Imagem: "Diagram of a marine seismic survey" by Nwhit is licensed under CC BY-SA 3.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/.

Este domingo a empresa norueguesa TGS retomará a coleta de dados sísmicos na Bacia de Pelotas, região que já é alvo de estudos para a exploração de petróleo e gás. A parada foi prevista pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para reduzir impactos sobre a fauna marinha durante o período de maior atividade pesqueira no litoral gaúcho.

período de pausa ambiental

A janela ambiental, que suspendeu a aquisição de dados entre 10 de agosto e 10 de outubro, foi determinada pelo Ibama. Mesmo com a suspensão, os programas ambientais continuaram em execução, incluindo o monitoramento das praias e o acompanhamento da fauna marinha.

planejamento da TGS

A TGS, responsável por uma área de aproximadamente 105 mil quilômetros quadrados, afirma que a paralisação já estava prevista no planejamento da campanha, que deve continuar até 2028. A primeira interrupção desde o início da pesquisa sísmica 3D na região. Uma nova pausa semelhante está prevista entre julho e setembro de 2027.

atividades paralelas de conservação

Durante o período de suspensão, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) realizaram uma nova etapa do Projeto Biodiversidade, focada no levantamento de informações sobre a fauna e o ambiente marinho na Bacia de Pelotas. As equipes identificaram espécies, coletaram amostras biológicas, analisaram ecologias e censaram populações de animais como cachalotes, baleias-piloto e tartarugas marinhas, inclusive por meio de telemetria.

potencial de reservas de petróleo e gás

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a bacia possa ter 9,7 bilhões de barris de óleo equivalente recuperável, dos quais 3,4 bilhões de barris de petróleo e 1 trilhão de metros cúbicos de gás natural. A região possui 47 blocos exploratórios sob concessão, com participação de empresas como Chevron e Petrobras. Os dados sísmicos são essenciais para entender a estrutura geológica e apontar possíveis acumulações de hidrocarbonetos.

fracking e a Bacia de Pelotas

O governo federal tem buscado aprovação do fracking no STJ, a fim de definir condições nacionais para a exploração não convencional de petróleo e gás. O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, afirmou que a Bacia de Pelotas é uma nova fronteira produtiva. Se aprovado, o fracking poderia ser aplicado na região, ampliando o contato do poço com o reservatório e tornando economicamente viável a exploração de recursos antes considerados inacessíveis.

próximos passos e expectativas

Com a retomada da pesquisa sísmica, a TGS continua a coleta de dados que, em conjunto com estudos de fracking, podem abrir novas oportunidades de exploração na Bacia de Pelotas. Enquanto os processos judiciais e regulatórios avançam, a região permanece em fase de estudos, sem confirmação de reservas comerciais ainda.

Com informações de GZH, Poder360.

Fonte: GZH, Poder360

#Bacia de Pelotas#pesquisa sísmica#TGS#fracking#Ibama#EPE
Também emEnglishEspañol
CompartilharWhatsAppXFacebook