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Por que o colesterol volta a ser pauta na saúde

Estudos recentes mostram que metas mais baixas de LDL e apoio digital podem reduzir riscos cardíacos

Daniele Morais
8 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Recentes descobertas científicas e a implementação de ferramentas digitais em clínicas brasileiras colocaram o colesterol no centro das discussões médicas. Um estudo sul-coreano mostrou que metas mais agressivas de LDL reduzem eventos graves, enquanto pesquisa nacional demonstrou que aplicativos de apoio aumentam a probabilidade de atingir as metas recomendadas.

Metas mais baixas de LDL reduzem risco de infarto e AVC

Um ensaio realizado na Yonsei University College of Medicine, na Coreia do Sul, comparou duas metas de colesterol LDL: menos de 55 mg/dL e menos de 70 mg/dL. Após três anos, o grupo com meta inferior a 55 mg/dL apresentou 6,6 % de eventos cardiovasculares compostos, contra 9,7 % no outro grupo, representando uma queda de 33 % no risco.

Uso de aplicativos melhora controle do LDL no Brasil

No estudo SAPPHIRE-LDL, publicado na JAMA Cardiology, 1.465 pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica foram acompanhados por seis meses. Nos serviços que adotaram a estratégia digital, a chance de atingir a meta de LDL foi 86 % maior que nos centros com atendimento habitual.

Como a tecnologia auxilia a decisão médica

A plataforma epScience permite a medição rápida do LDL a partir de uma gota de sangue, enviando o resultado ao médico durante a consulta. O sistema sugere ajustes de tratamento, como a combinação de estatina com ezetimiba, e registra as prescrições. Após a consulta, o aplicativo epYou envia lembretes, conteúdos educativos e possibilita comunicação por telemedicina.

Desafios na obtenção de LDL abaixo de 50 mg/dL

Mesmo com a estratégia digital, 76,5 % dos pacientes não alcançaram LDL inferior a 50 mg/dL após seis meses, indicando que as estatinas e ezetimiba podem ser insuficientes para metas tão rigorosas. Medicamentos mais potentes, como inibidores de PCSK9, apresentam custo elevado e acesso limitado.

Risco residual apesar do LDL baixo

Especialistas apontam que, embora o LDL seja um importante marcador, a apolipoproteína B e os triglicerídeos também influenciam o risco cardiovascular. A combinação de estatinas com ácido eicosapentaenoico (EPA) tem sido sugerida como estratégia adicional para reduzir eventos em pacientes de alto risco.

Com informações de Terra, Jornal O Sul, Tribuna de Jundiaí.

Fonte: Terra, Jornal O Sul, Tribuna de Jundiaí

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