O que revelam ossos de cavernas submersas sobre megafauna extinta
Pesquisadores da Griffith University criaram um método para ler marcas de preservação em ossos submersos

Em 4 de agosto de 2026, cientistas anunciaram um novo método para interpretar ossos recuperados de cavernas submersas. A pesquisa, coordenada por Meg Walker, candidata a PhD da Griffith University, oferece um quadro para ler as evidências preservadas nesses esqueletos.
Como as cavernas submersas preservam ossos
Segundo Walker, "By analyzing animal bones from two underwater cave systems in South Australia, we have revealed how different cave environments leave distinct preservation 'fingerprints' on skeletal remains." O estudo mostrou que, em muitos casos, os ossos mantiveram sua estrutura original e superfícies detalhadas, indicando preservação excepcional.
Marcas químicas e biológicas nos ossos
Os pesquisadores observaram que a presença de luz e organismos aquáticos influencia as marcas deixadas nos ossos. Em entradas iluminadas, algas e plantas colonizam as superfícies ósseas, criando assinaturas reconhecíveis. Em regiões escuras, onde a luz não chega, os ossos permanecem praticamente intocados.
Diferença entre cavernas úmidas e secas
Walker acrescentou: "Backed by radiocarbon-dated bones, we tracked how skeletons accumulated and were modified over decades and centuries in underwater caves, then compared them to those buried in dry caves." Enquanto as cavernas submersas exibem sinais aquáticos, as cavernas secas mostram desgaste causado por bactérias terrestres e raízes de plantas que gravam sulcos longos nos ossos.
Animais cujos ossos foram analisados
Os restos coletados em Green Waterhole e Gouldens Sinkhole incluíram espécies nativas e introduzidas, como vacas, cangurus, emus, ovelhas, porcos, dingos, coelhos, gambás, quolls e ratos de pântano. Alguns exemplares podem datar da chegada dos primeiros europeus na década de 1840.
Implicações para estudos de megafauna
Walker declarou: "This study has delivered the first framework for interpreting how megafauna fossils formed, survived, and changed in underwater caves." O quadro desenvolvido promete fornecer aos arqueólogos e paleontologistas uma ferramenta poderosa para reconstruir ambientes passados e entender a história dos fósseis em condições desafiadoras.
Com informações de ScienceDaily.
Fonte: ScienceDaily