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Novo critério para contratos governamentais foca em geração de empregos

A mudança visa que os £90 bn em contratos públicos priorizem vagas e formação para jovens NEET

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Novo critério para contratos governamentais foca em geração de empregos
Imagem: "File:Dáil Chamber.jpg" by AnCatDubh is licensed under CC BY-SA 3.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/.

Em 4 de agosto de 2026, o governo do Reino Unido anunciou que, a partir de agora, as empresas que quiserem participar de contratos públicos deverão demonstrar como vão gerar empregos para jovens, em vez de comprovar seus compromissos ambientais.

Critério de avaliação passa a priorizar empregos

Os departamentos centrais passarão a ponderar o valor social dos contratos, que antes representava 10% da decisão, para 20%. Contudo, o foco deixará de ser o bem-social genérico e passará a exigir que as empresas criem postos de trabalho acima do salário mínimo, ofereçam treinamento, experiência prática e supram lacunas de competências locais. Contratos com valor inferior a £1 milão ficam isentos da nova exigência.

Objetivo de reduzir jovens NEET

A medida integra um esforço governamental para diminuir o número de jovens que não estão em educação, emprego ou formação (NEET) e impulsionar o crescimento regional. Os contratos públicos movimentam cerca de £90 bn por ano, recurso que o governo pretende direcionar para vagas, habilidades e pessoas em cada código postal.

Reação de grupos ambientais

Organizações ecológicas criticaram a troca de metas verdes por foco em emprego. Ami McCarthy, chefe de política da Greenpeace UK, afirmou que “proteger o meio ambiente e ajudar jovens a conseguir um bom trabalho são benefícios mútuos e não devem custar um ao outro”. Rosie Downes, responsável de campanhas do Friends of the Earth, alertou que “as comunidades já pagam o preço da inação ambiental, com níveis recordes de mortes relacionadas ao calor”. Sarah Williams, diretora de parcerias estratégicas da Green Alliance, reforçou que “eliminar requisitos climáticos e de sustentabilidade não é a solução”.

Expectativa de pequenas empresas

Louise Haigh, primeira-secretária de Estado, declarou que a mudança ajudará pequenas empresas, que costumam ser excluídas dos contratos por exigências de comprovação verde que grandes corporações contornam. “Todo centavo do dinheiro do contribuinte deve beneficiar as comunidades locais, criando bons empregos e proporcionando habilidades para o futuro”, afirmou Haigh.

Desdobramentos e críticas adicionais

Uma fonte do Partido Trabalhista apontou que o governo já previa críticas ao retirar indicadores de valor social ligados ao meio ambiente. Segundo a fonte, “o que as empresas precisam fazer hoje parece muito com um exercício de checklist, e isso se transforma em burocracia ao invés de gerar resultados reais”. O novo critério também será avaliado quanto ao apoio a jovens NEET, pessoas que deixaram o sistema de cuidados e indivíduos com condições de saúde de longo prazo.

Com informações de The Guardian.

Fonte: The Guardian

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