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MP das bets: parlamentares apresentam mais de 90 emendas

Parlamentares buscam flexibilizar proibição e proteger contratos esportivos

Daniele Morais
14 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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MP das bets: parlamentares apresentam mais de 90 emendas
Imagem: "Art Rooney, Man of Steeler-Town" by Tony Fischer Photography is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/.

O encerramento do prazo para apresentar emendas à medida provisória que proíbe as apostas gerou intenso debate no Congresso, sobretudo porque a discussão ocorre no calor da campanha eleitoral.

Por que o tema ganhou destaque agora

A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem validade de quatro meses e exige votação em até 120 dias. O término do prazo de sugestões, adiado para depois do primeiro turno das eleições, coincidiu com a necessidade de os partidos apresentarem propostas que possam influenciar o eleitorado.

Principais mudanças propostas pelos parlamentares

Entre as quase 100 emendas apresentadas, várias pedem a exclusão das apostas esportivas da proibição, a devolução de parte do valor pago pelas licenças e a criação de um período de transição para que clubes mantenham contratos de publicidade.

Impacto nos clubes de futebol e nas finanças do esporte

Os deputados e senadores ligados ao futebol argumentam que a proibição total ameaçaria receitas que financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos. Algumas emendas sugerem um prazo de transição de até 24 meses para a rescisão de patrocínios, além de limitar as apostas a resultados consolidados, reduzindo riscos de manipulação.

Procedimentos de devolução de valores aos apostadores

Com o encerramento das plataformas de apostas em 6 de outubro, bancos e instituições de pagamento têm até 14 de outubro para devolver aproximadamente 1,325 bilhão de reais a 26,5 milhões de usuários, conforme levantamento do governo. Caso haja dificuldades, a Caixa Econômica Federal intervirá a partir de 15 de outubro.

Desdobramentos judiciais e perspectivas legislativas

Três ações no Supremo Tribunal Federal discutem a MP, envolvendo a Confederação Nacional do Comércio e associações do setor de apostas. Enquanto a Advocacia-Geral da União defende a manutenção da proibição, especialistas apontam que eventuais indenizações dependerão de demonstração de dano concreto e nexo causal.

Com informações de O GLOBO, VEJA, Estadão.

Fonte: O GLOBO, VEJA, Estadão

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