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ministério público pede indeferimento da candidatura de rueda

O órgão eleitoral mudou de posição após novas provas sobre ligações com milícias

Daniele Morais
21 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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ministério público pede indeferimento da candidatura de rueda
Imagem: "Marosstrasse 6A, S, 2026 Krisztinaváros" by Globetrotter19 is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou parecer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) favorável ao indeferimento do registro de candidatura de Antônio Rueda, presidente nacional do partido União e aliado de Márcio Canella, candidato a deputado estadual. A mudança de posição segue a decisão sobre Canella, que também foi alvo de investigação e pedido de indeferimento.

ministério público muda de posição sobre rueda

O MPE havia opinado inicialmente a favor da liberação da candidatura de Canella e, por extensão, de Rueda. Contudo, com a chegada de novas provas, o órgão revisou sua posição e agora pede o indeferimento de ambos os candidatos.

provas que motivam a mudança

  • Canella nomeou para cargos de secretários municipais em Belford Roxo dois homens barrados pela Justiça Eleitoral em 2024 por ligação com milícias – Fabinho Varandão e Eduardo Araújo.
  • Os mesmos homens continuaram atuando como puxadores de voto na campanha de Canella e Rueda para 2026.
  • Canella está investigado no Inquérito 5.020/DF, que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
  • Durante a 6ª fase da Operação “Unha e Carne”, a Polícia Federal encontrou um fuzil calibre 5.56 da Polícia Militar dentro do carro blindado de Canella, resultando em prisão em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito e apreensão de R$ 919 mil em espécie, carros de luxo e relógios valiosos.
  • O MPE considera esses fatos evidentes de “simbiose entre o poder político e forças armadas irregulares”, proibida pela Constituição Federal.

defesa de canella e rueda

Canella alegou que a proibição constitucional não se aplica como causa automática de inelegibilidade sem condenação prévia, e que as nomeações de secretários foram legítimas e já foram exoneradas. Ele também sustentou que a arma apreendida pertencia ao Estado do Rio de Janeiro e estava sob responsabilidade do policial militar designado para a escolta oficial. Rueda, por sua vez, não apresentou novas defesas públicas no momento.

impacto nas eleições de 2026

O indeferimento de Rueda e Canella pode alterar a composição da aliança política que formam a chamada “dobradinha” no estado do Rio de Janeiro. A decisão segue a orientação constitucional de impedir o uso de organizações paramilitares e milícias no processo eleitoral, reforçando a necessidade de transparência e legalidade nas candidaturas.

conclusão

A mudança de posição do MPE demonstra a importância de novas evidências em processos eleitorais e pode influenciar o cenário político do Rio de Janeiro para as eleições de 2026.

Com informações de Tempo Real.

Fonte: Tempo Real

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