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Acidente na Montezum do Hopi Hari gera investigação do MP

Caso de Júlia Bossoni reacende debate sobre segurança da maior montanha‑russa de madeira da América Latina

Daniele Morais
20 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Acidente na Montezum do Hopi Hari gera investigação do MP
Imagem: "ERic Motorcycle accident" by akeg is licensed under CC BY-SA 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/.

O caso de Júlia Bossoni, que ficou sem movimentos após a segunda passagem pela Montezum, atrai atenção nacional e motivou a abertura de investigação pelo Ministério Público de São Paulo. O incidente reaviva discussões sobre os riscos associados a atrações radicais.

O que aconteceu com a jovem na Montezum

Júlia e João Pedro Bossoni foram ao Hopi Hari em Vinhedo e utilizaram a Montezum duas vezes no mesmo dia. Na segunda ida, as câmeras mostraram a jovem consciente durante a subida, mas ao retornar à plataforma apareceu desacordada e convulsionando. Funcionários do parque a retiraram em seis minutos e a encaminharam à Santa Casa de Vinhedo.

Diagnóstico e tratamento de Júlia Bossoni

Na UTI, exames revelaram hemorragia intracraniana e edema cerebral. O neurocirurgião Victor Batistela realizou uma craniectomia descompressiva, procedimento que retira parte da calota craniana para aliviar o inchaço. O laudo apontou traumatismo cranioencefálico causado por mecanismo de contragolpe – aceleração, desaceleração e rotação bruscas da cabeça durante o percurso.

Histórico de lesões na Montezum

Júlia não foi a primeira vítima. Em 2018, Nathalia Assenjo Motta sofreu deslocamento vertebral na mesma atração, necessitando de pinos e hastes cervicais. Em 2014, Márcio, então motoboy, ficou tetraplégico após a montanha-russa e morreu em 2023 por complicações de infecção urinária. Uma avaliação de consumidores registrou cerca de 40 relatos de dores no pescoço, lesões no joelho e costelas quebradas nos últimos dois anos.

Posicionamento do Hopi Hari e certificações

O parque afirma que a Montezum possui certificação internacional do grupo TÜV Nord e que as inspeções são realizadas anualmente, seguindo a norma ABNT NBR 15926-2023. Placas e avisos sonoros alertam sobre restrições a pessoas com problemas na coluna, gestantes e portadores de condições clínicas específicas. O Ministério Público emitiu parecer em agosto de 2026 que descartou risco coletivo ou defeito no projeto da atração.

Investigações e demandas judiciais

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação e solicitou perícia policial na Montezum para verificar as condições da atração no momento do acidente. A família de Júlia entrou na Justiça buscando perícia que esclareça as circunstâncias e responsabilização. Até o momento, a apuração segue em andamento.

Consequências para a vítima e acompanhamento familiar

Júlia permaneceu 57 dias internada e já passou por sete cirurgias. Ela perdeu movimentos do lado esquerdo, apresenta dificuldade de fala e memórias turvas. A mãe, Danielle Rimolli, e João Pedro revezam os cuidados, com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia três vezes por semana. A família relata que o parque custeou despesas médicas e disponibilizou seguro à família.

Com informações de G1, Diário do Centro do Mundo.

Fonte: G1, Diário do Centro do Mundo

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