Mandado de segurança de Vieira busca CPI para investigar vínculo de.
Senador Alessandro Vieira solicita ao Supremo a instalação de comissão para apurar ligações entre magistrados e o empresário
O pedido de mandado de segurança apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) nesta quinta-feira (17) trouxe novamente à tona a investigação conhecida como caso Master, que envolve o empresário Daniel Vorcaro e supostos vínculos com ministros do Supremo Tribunal Federal.
O que exige o mandado de segurança de Vieira
Vieira requer que o STF instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a relação de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e outros magistrados com Vorcaro. O pedido conta com 41 assinaturas e também questiona a demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em encaminhar a solicitação.
Elementos que fundamentam a solicitação
O senador aponta, entre outras provas, um relatório do ministro André Mendonça que contém 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, nas quais o empresário busca aconselhamento sobre um inquérito que poderia levá-lo à prisão. O relatório registra ainda a pergunta de Vorcaro a Moraes: “acha que na segunda já tenho que estar fora?”.
Contratos e pagamentos revelados pela Polícia Federal
Investigações da Polícia Federal mostraram que o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, firmou contrato de R$ 131 milhões com o Master, recebendo R$ 80 milhões antes de ser extinto após a liquidação do banco. Um segundo acordo de R$ 50 milhões foi firmado com a Viking Participações, empresa de Vorcaro condenada pela CVM por fraude na emissão de cotas de fundo imobiliário.
Em relação a Toffoli, a PF divulgou registros de ligações, mensagens e transações, incluindo o pagamento de R$ 35 milhões por Vorcaro a uma fatia do resort Tayaya, do qual o ministro admitiu ser sócio.
Outros vínculos apontados nas investigações
Dados extraídos do celular de Vorcaro revelaram contrato de R$ 427 milhões do Master com escritório de advocacia cujo sócio, Camilla Ramos, tem ligação com o ministro Kassio Nunes Marques, identificado como “a turma do KN”.
Além disso, a PF identificou tentativas de influenciar votos da Segunda Turma do STF em processos envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, com destaque para a atuação de Gilmar Mendes, que acabou votando contra os interesses de Vorcaro.
Andamento do pedido no Supremo
Até o momento, o mandado de segurança ainda não foi distribuído para um relator, diferentemente de outros 14 processos que já foram sorteados. O grupo de senadores que acompanha o caso – Vieira, Damares Alves, Eduardo Girão, Magno Malta e Marcos Pontes – pediu ao ministro Kassio Nunes Marques que se afaste da relatoria da ação que cobra a instalação da CPI, para garantir coerência nos critérios adotados.
Os parlamentares defendem que, embora o pedido de CPI e o julgamento sobre o relatório de Moraes sejam processos distintos, ambos são desdobramentos do caso Banco Master e, portanto, exigem a mesma cautela no tratamento judicial.
Com informações de O GLOBO.
Fonte: O GLOBO
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