JD Vance fala sobre fim dos tempos e inteligência artificial
Vice-presidente americano tratou de temas religiosos e relembrou o atentado contra Donald Trump em entrevista

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, gerou atenção ao discutir temas religiosos, inteligência artificial e política em entrevista ao programa The Bryce Crawford Podcast. Durante a conversa com o apresentador evangélico de 22 anos, Vance declarou que não ficaria chocado se o anticristo estivesse caminhando entre as pessoas e afirmou estar focado em realizar o trabalho de Deus, mesmo que isso conduza ao fim dos tempos. As declarações colocaram o nome da autoridade norte-americana em destaque.
Declarações sobre o fim dos tempos e o anticristo
Ao abordar a ideia profética cristã sobre o término do mundo, Vance afirmou que não sabe se a humanidade já se encontra nesse período, mas avaliou que os momentos finais virão. Segundo o vice-presidente, manter o foco excessivo nesse assunto pode ser prejudicial espiritualmente, ressaltando que sua prioridade é desempenhar suas funções familiares e seu papel de líder no governo norte-americano.
Vance declarou que certas características do mundo atual não o deixariam surpreso caso o anticristo estivesse presente no convívio humano. O político expressou que busca manter uma postura de aceitação, afirmando que se a atuação dele levar ao fim dos tempos ou à construção de um mundo melhor que prospere por longo prazo após sua morte, ambas as situações seriam aceitáveis. Questionado pelo entrevistador sobre a certeza de ir para o Céu em uma escala de um a dez, Vance respondeu que sua avaliação fica entre sete e oito.
Críticas ao uso da inteligência artificial e percepções espirituais
Durante a transmissão, Vance relacionou suas reflexões à tecnologia e citou a inteligência artificial. Ele mencionou o caso de um conhecido que utiliza a ferramenta tecnológica como conselheiro matrimonial, atitude descrita pelo político como algo satânico. Para Vance, afastar por completo a pessoa do elemento social estabelecido pela criação divina constitui algo bastante negativo.
O vice-presidente também foi questionado se já havia frequentado ambientes espiritualmente sombrios. Em sua resposta, Vance relatou ter participado de reuniões com líderes mundiais nas quais certas observações e falas de outros participantes transmitiram a ele uma sensação de escuridão.
Defesa de publicação de Donald Trump em rede social
A entrevista também abordou uma imagem gerada por inteligência artificial divulgada anteriormente por Donald Trump, na qual o líder aparecia representado como Jesus. A postagem causou incômodo no apresentador Bryce Crawford e gerou críticas até mesmo de apoiadores cristãos antes de ser apagada por Trump, que alegou inicialmente ter acreditado que a figura o mostrava como um médico cuidando de pacientes.
Vance saiu em defesa de Trump, sustentando que ele não teve o objetivo de zombar ou imitar Deus. De acordo com o vice-presidente, o colega de chapa possui senso de humor, gosta de fazer piadas para manter o ambiente descontraído e não pretendia ofender os fiéis com a ilustração.
Recordações sobre a tentativa de assassinato de 2024
Vance relembrou o atentado cometido em 13 de julho de 2024 em Butler, Pensilvânia, quando Thomas Matthew Crooks disparou contra Donald Trump, ferindo a orelha do líder e matando um apoiador antes de ser morto por atiradores do Serviço Secreto. Vance afirmou que, caso o ataque tivesse tido êxito, os Estados Unidos teriam enfrentado um conflito civil real com impactos profundos na legitimidade do sistema político.
O vice-presidente admitiu que, caso a morte de Trump tivesse se concretizado, ele próprio compartilharia da suspeita mantida por muitos eleitores de que uma conspiração liderada por forças obscuras teria tirado a vida do candidato republicano antes de seu retorno ao poder. Vance foi formalizado como companheiro de chapa de Trump em 15 de julho de 2024, compondo a chapa que derrotou os democratas Kamala Harris e Tim Walz na eleição de novembro daquele ano.
Com informações de The Guardian, Yahoo, The Times of India.
Fonte: The Guardian, Yahoo, The Times of India