Fachin assume relatoria do inquérito das fake news
O presidente do STF retoma controle de investigação iniciada em 2019

Em 9 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, assumiu a relatoria do inquérito das fake news, transferindo a condução do caso de Alexandre de Moraes. A decisão veio após a suspensão de decisões monocráticas que afetaram diretores da Polícia Federal, gerando uma crise interna na Corte.
Fachin retoma a condução do inquérito
O ato, publicado no Diário da Justiça, estabeleceu que apurações, petições e outros procedimentos preliminares vinculados ao caso retornem à presidência. Fachin analisará os procedimentos e encaminhará os autos à autoridade policial. Em seguida, os processos seguirão para a Procuradoria-Geral da República, para oferecimento de denúncia ou pedido de arquivamento.
Exceção para processos já instaurados
Fachin abriu uma exceção para as ações penais já instauradas, nas quais o tribunal recebeu a denúncia. Nesses processos, permanece a delegação a Moraes. No entanto, a decisão de Fachin fundamenta que a designação pode ser encerrada por quem ocupa o comando do tribunal, conforme o artigo 43 do Regimento Interno.
Contexto da crise no STF
Na mesma data, o presidente do STF suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino que afastaram e reintegraram diretores da Polícia Federal. A medida visa evitar conflitos e sobreposição processual em processos relacionados aos mesmos fatos e autoridades, com risco de decisões contraditórias.
Procedimentos futuros
Fachin determinou a interrupção do andamento da Petição 16.662, de relatoria de Mendonça, até nova deliberação. Também marcou uma sessão plenária extraordinária para terça-feira, 15, para analisar o caso. O presidente ressaltou que qualquer procedimento envolvendo investigação contra ministros do STF deve ser previamente encaminhado à Presidência da Corte, a fim de preservar a competência do tribunal.
Repercussão no Senado
Senadores, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliam a possibilidade de impeachment de ministros do STF após a crise. Alcolumbre pretende decidir sobre a abertura de um processo de impeachment após as eleições, considerando a composição futura do Senado e o apoio de senadores bolsonaristas.
Conclusão
A mudança de relatoria reflete a tentativa de estabilizar a condução do inquérito das fake news e de controlar conflitos internos na Corte. A medida, acompanhada de suspensões de decisões monocráticas, destaca a importância de um procedimento unificado e a necessidade de encaminhar investigações contra ministros ao presidente do STF.
Com informações de Revista Oeste, SBT News, Folha de S.Paulo.
Fonte: Revista Oeste, SBT News, Folha de S.Paulo
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