Dois compostos podem revelar mecanismos da doença de Alzheimer
Equipe da Vanderbilt desenvolve um inibidor seletivo de TAOK-1 e um ativador pan-TAOK, ampliando as ferramentas para investigar a doença
Em 3 de agosto de 2026, pesquisadores anunciaram a criação de dois compostos químicos que podem ampliar o estudo da doença de Alzheimer. As moléculas foram desenvolvidas no Vanderbilt University Warren Center for Neuroscience Drug Discovery.
Compostos como ferramentas de pesquisa
Os chamados “tool compounds” interagem com proteínas específicas, modulando sua atividade para cima ou para baixo. Embora a maioria desses compostos não seja adequada para uso como medicamento por possíveis efeitos colaterais, eles são essenciais para entender o papel de uma proteína no organismo, passo preliminar importante na busca por novos tratamentos.
Inibidor seletivo de TAOK-1
O estudo publicado na ACS Chemical Neuroscience descreve a descoberta do VU6083859, o primeiro inibidor seletivo da proteína TAOK-1. Essa proteína está associada à doença de Alzheimer, mas seu funcionamento ainda era pouco compreendido devido à falta de moléculas que permitissem manipulá-la de forma controlada.
Ativador pan-TAOK inesperado
Um segundo composto, VU6080195, revelou um comportamento inesperado ao ativar os três membros da família TAOK em vez de inibi-los. Os pesquisadores destacaram o entusiasmo de estudar os efeitos neurológicos do aumento da atividade desses enzimas, já que a maior parte das investigações anteriores focava em sua inibição.
Impacto no estudo da família TAOK
Os autores esperam que os dois compostos estimulem mais cientistas a investigar a família TAOK, que tem recebido pouca atenção em modelos vivos. Uma compreensão mais profunda da biologia dessas proteínas pode melhorar as chances de encontrar estratégias terapêuticas eficazes para Alzheimer e outras doenças neurológicas.
Contexto da descoberta
A maior parte do trabalho foi realizada no WCNDD, startup biotech em fase clínica vinculada à Vanderbilt, sob a direção de Craig Lindsley. O centro também faz parte do recém-criado Vanderbilt Institute for Therapeutic Advances. A pesquisa contou com financiamento da William K. Warren Foundation, do Zenobia and Mark Godschalk Alzheimer’s Research Endowment, do Helen H. and Morris D. Hartman Neurological Research Fund, entre outros apoios institucionais.
Com informações de ScienceDaily.
Fonte: ScienceDaily