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DNA da santa linho de Turim revela séculos de história escondida

Análises genômicas recentes mostram que o tecido carrega DNA humano, microbiano, vegetal e animal acumulado ao longo de séculos

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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DNA da santa linho de Turim revela séculos de história escondida
Imagem: "NASA's Ship-Aircraft Bio-Optical Research (SABOR)" by NASA Goddard Photo and Video is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/l

Em 4 de agosto de 2026, pesquisadores aplicaram sequenciamento metagenômico avançado a amostras oficiais da santa linho de Turim, obtidas em 1978, para mapear o registro biológico preservado nos fios de linho ao longo dos séculos.

Análise genômica dos fios da santa linho

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, foi o primeiro a empregar técnicas de sequenciamento de próxima geração sem PCR sobre as amostras da relíquia. Ao investigar o DNA embutido nas fibras de linho, os cientistas conseguiram compilar o relato biológico mais detalhado já produzido sobre o material que se acumulou por meio de manipulação humana e exposição ambiental.

Linhagens humanas e microbioma detectados

Os investigadores identificaram diversas linhagens de DNA mitocondrial humano, bem como um microbioma variado formado por bactérias, fungos e arqueias halófilas – microrganismos que prosperam em ambientes com alto teor de sal. Esses microrganismos incluem espécies normalmente encontradas na pele humana.

Vestígios de plantas cultivadas e animais domesticados

Entre os vestígios genéticos de plantas, foram detectados trigo, cenoura, milho, banana e amendoim. No âmbito animal, o DNA de bovinos, suínos, aves, cães e gatos foi encontrado nas fibras. A presença desses DNA indica contato com uma ampla gama de ambientes, objetos e pessoas ao longo da história da relíquia.

O que a biologia revela sobre a trajetória da relíquia

Juntos, os sinais biológicos fornecem pistas sobre como a santa linho foi manuseada, armazenada e transportada entre diferentes regiões geográficas ao longo do tempo. Embora a preservação da peça por séculos impossibilite a isolação de DNA original que possa ter existido, as técnicas metagenômicas avançadas ainda permitem inferir informações úteis sobre a conservação, exposição ambiental e jornada cultural do tecido.

Limitações e perspectivas da genética forense

Os autores ressaltam que os achados não têm a finalidade de determinar a idade ou a autenticidade da relíquia. Em vez disso, demonstram como a genômica e a proteômica forense podem reconstruir a história biológica de objetos culturalmente significativos. Professor Noemi Procopio afirmou: "The Shroud of Turin continues to fascinate historians, scientists and the public, and we're thrilled to reveal new information about the biological complexity preserved within samples collected almost 50 years ago by applying new cutting-edge forensic DNA technologies."

Com informações de ScienceDaily.

Fonte: ScienceDaily

#DNA#santa linho de Turim#genômica forense#microbioma#história
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