Lula e Flávio Bolsonaro empatados em pesquisa Quaest
Dados mostram 42% para Lula e 41% para Flávio, com margens de erro que mantêm o duelo apertado

A divulgação da pesquisa Quaest nesta quarta-feira (2) trouxe à tona um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, elevando o interesse sobre a disputa para um eventual segundo turno em outubro.
Resultados gerais da pesquisa Quaest
Segundo a pesquisa, Lula soma 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, o que mantém os dois candidatos em igualdade numérica.
Desempenho em grupos de eleitores
O levantamento aponta que a disputa está particularmente apertada entre eleitores independentes, na faixa etária de 35 a 59 anos e entre aqueles com ensino superior completo.
- Eleitores de 35 a 59 anos: 42% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro.
- Eleitores independentes: 32% para Lula e 29% para Flávio Bolsonaro.
- Pessoas com ensino superior completo: 44% para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula.
Variações regionais e por renda
No Centro-Oeste e Norte, a margem de erro aumenta para cinco pontos, gerando uma vantagem numérica de 10 pontos para Flávio Bolsonaro (48% contra 38% de Lula). Entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, a pesquisa indica empate dentro da margem de erro, com 45% para Flávio e 39% para Lula.
Comparativo com outras pesquisas
Enquanto a Quaest mostra um empate técnico, o Datafolha prepara uma nova pesquisa para o dia 11 de setembro, focada no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. O levantamento do Datafolha testará Lula e Flávio Bolsonaro em cenários de primeiro e segundo turnos, além de medir rejeição, grau de consolidação do voto e avaliação do governo.
O que os números indicam para a campanha
O estreito diferencial entre os candidatos sugere que a campanha ainda pode sofrer alterações significativas até a eleição. A proximidade nas intenções de voto, sobretudo em segmentos como eleitores de classe média e com maior escolaridade, aponta para uma disputa que dependerá de estratégias de mobilização e de possíveis mudanças no cenário político nas próximas semanas.
Com informações de G1, VEJA.
Fonte: G1, VEJA