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Camilo Santana assume coordenação da campanha de Lula no segundo turno

A mudança de comando ocorre após a derrota no primeiro turno e traz nova estratégia para os debates finais

Daniele Morais
10 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
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Camilo Santana assume coordenação da campanha de Lula no segundo turno
Imagem: "Myanmar election 2015" by Phyo WP is licensed under CC BY-SA 4.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/.

Após sair em segundo lugar no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reorganizou a equipe de campanha e incorporou Camilo Santana como novo coordenador. A mudança visa fortalecer a estratégia para os debates que marcarão o confronto final com Flávio Bolsonaro.

Camilo Santana entra na coordenação da campanha

Ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará por dois mandatos, Camilo Santana passou a integrar a coordenação da campanha nesta semana, quando Lula promoveu a reorganização dos quadros de comando. Sua experiência recente inclui a atuação como principal cabo eleitoral de Elmano de Freitas (PT) na disputa cearense, cuja vitória no primeiro turno aumentou o prestígio de Santana junto a Lula e às lideranças petistas.

Objetivo da nova estratégia para o segundo turno

Camilo afirmou que sua presença, ao lado de Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, tem o objetivo de reforçar o time e ajudar na estratégia do segundo turno. Segundo interlocutores de Lula, a entrada de Camilo reduziu os poderes de Edinho, presidente do PT e coordenador-geral da campanha, mas não houve trocas de cargos, apenas reforços.

Participação nos debates televisivos

O novo coordenador anunciou que Lula participará de dois debates: da Band, em 18 de outubro, e da TV Globo, em 23 de outubro. No primeiro turno, nenhum dos principais candidatos compareceu aos debates, mas a estratégia mudou para o confronto direto no segundo turno. Durante caminhada em Ceilândia, Lula já havia indicado a presença nos debates.

Tom de embate e críticas ao adversário

Camilo trouxe um tom mais direto de confronto com Flávio Bolsonaro, alertando que o Brasil não pode ser transformado "em uma Argentina" ao adotar o "tesouraço" nas contas públicas proposto pelo adversário. A crítica se refere ao corte de gastos que, segundo Santana, beneficiaria os ricos e prejudicaria os pobres.

Repercussão interna e ajustes de comando

Na sua primeira fala pública como coordenador, Camilo evitou comentar sobre substituições de pessoas, mas destacou que seu papel é apoiar a estratégia eleitoral. A reorganização dos quadros de comando, anunciada após a derrota no primeiro turno, indica a busca por maior coesão e eficácia na campanha de Lula para o segundo turno.

Com informações de O GLOBO, CartaCapital.

Fonte: O GLOBO, CartaCapital

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