Aviação executiva ganha força em Goiás e Rio busca incentivo fiscal
Podcast destaca Bela Vista e governo do Rio propõe diferimento de ICMS para o setor aéreo

O debate sobre aviação ganhou destaque nacional após a divulgação de um episódio do Pod020 que destacou a expansão do condomínio Aeroparque Bela Vista, em Goiás, e a apresentação, no Rio de Janeiro, de um projeto de lei para retomar o diferimento do ICMS sobre querosene de aviação.
Bela vista entra no mapa da aviação executiva
No episódio #17 do Pod020, o comandante Eduardo Batagim e o engenheiro, piloto e empresário Paulo Lemes falaram sobre a transformação do município de Bela Vista, que passou a abrigar o condomínio Aeroparque Bela Vista, localizado na GO-020. Os convidados apontaram o avanço da atividade aeronáutica na região e o papel dos condomínios aeronáuticos na união de infraestrutura para aeronaves a novos modelos de desenvolvimento imobiliário.
Investimentos ao longo da GO-020
Durante a conversa, os participantes ressaltaram que o eixo da GO-020 tem concentrado importantes investimentos e projetos ligados à aviação. O crescimento do setor em Goiás tem gerado oportunidades de negócios, exigido alta qualificação profissional e ampliado a presença da aviação executiva no interior do estado.
Rio de Janeiro propõe diferimento do ICMS sobre querosene
Em paralelo, o governo do Rio de Janeiro enviou à Assembleia Legislativa (Alerj) um projeto de lei que pretende retomar o incentivo fiscal ao querosene de aviação (QAV). O diferimento do ICMS adia o pagamento do imposto nas operações de saída de combustível, tornando o abastecimento de aeronaves mais competitivo no estado.
Objetivo de tornar o Galeão um hub de conexões
Segundo a proposta, o benefício visa evitar que companhias aéreas priorizem outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, que já contam com regimes semelhantes. A medida é considerada estratégica para consolidar o Aeroporto Internacional do Galeão como um grande centro de conexões e impulsionar a economia local, dada a relação direta do setor aéreo com turismo, comércio e geração de empregos.
Impactos econômicos e projeções de crescimento
Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) mostram que a atividade aérea sustentou mais de 20 mil empregos diretos e indiretos no Rio e gerou renda de R$ 1,4 bilhão em salários. O setor cresceu 15% no estado em 2024/2025, com previsão de alta de 6,3% para 2026, acima da média nacional. Caso o incentivo seja aprovado, o Rio espera operar 251 voos por dia em 2026, refletindo aumento de 4,6% nos voos domésticos e 13,2% nos internacionais.
Com informações de Portal GO 020, O GLOBO.
Fonte: Portal GO 020, O GLOBO