Andrei Rodrigues e o encontro com Alexandre de Moraes no STF
Diretor‑geral da Polícia Federal participa de reunião controversa enquanto o caso Banco Master avança
Na manhã da terça-feira, 6 de outubro de 2026, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal. O encontro ganhou destaque porque ocorre em meio à crise institucional provocada pelas investigações do caso Banco Master e pelas suspeitas de contato irregular entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O que motivou a reunião entre Andrei Rodrigues e Alexandre de Moraes
Segundo o jornal O Globo, a pauta oficial não foi divulgada, mas a reunião aconteceu em um momento em que o STF enfrenta pressão por mensagens e contratos trocados entre Vorcaro e diversos ministros. O próprio relatório de inteligência usado por Moraes para solicitar investigação contra o ministro André Mendonça teria sido produzido na divisão de inteligência supervisionada por Rodrigues e Leandro Almada.
Suspeitas de espionagem envolvendo Andrei Rodrigues
O Poder360 relata que, em 8 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada, sob suspeita de espionagem de ministros do STF. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino anulou a decisão, aceitando a reclamação dos policiais que alegaram necessidade de continuidade das investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”.
Reação do Supremo ao caso
O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu a Andrei Rodrigues 48 horas para responder às imputações e, posteriormente, enviou ofício à PF pedindo investigação “sem exceção” de pessoas ou fatos relacionados ao Banco Master. O ofício, datado de 2 de outubro, solicita orientação institucional sobre a produção de relatórios que mencionem ministros do Supremo, inclusive o próprio Moraes.
Andrei Rodrigues mantém o cargo apesar das acusações
Mesmo após as suspeitas levantadas por Mendonça, Andrei Rodrigues continua exercendo a função de diretor-geral da PF. O relatório da Polícia Federal indica que ele respondeu ao prazo dado por Fachin, negando irregularidades, e que o presidente do STF ainda não se pronunciou sobre a manutenção ou remoção do policial.
Próximos passos da investigação
Fachin marcou audiência com Andrei Rodrigues para 13 de outubro, a fim de discutir o ofício enviado em 2 de outubro. Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República ainda não se manifestou sobre o pedido de parecer. O caso permanece em aberto, com a PF aguardando definição sobre a necessidade de produzir relatórios que detalhem eventuais ligações entre ministros do STF e o Banco Master.
Com informações de Poder360, O GLOBO, Estadão.
Fonte: Poder360, O GLOBO, Estadão