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Zelensky chama eleições na guerra de tsunami para a Ucrânia

Presidente ucraniano rejeitou pedido do ex-ministro Mykhailo Fedorov para realizar votação em meio ao conflito

Daniele Morais
26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Zelensky chama eleições na guerra de tsunami para a Ucrânia
Imagem: "Union Station Columns & Arches (Washington, DC)" by takomabibelot is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a realização de eleições durante o conflito com a Rússia representa um risco enorme e seria um "tsunami" capaz de dividir o país. A declaração foi feita em resposta aos apelos públicos do ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, que defendeu a volta das votações democráticas em tempos de guerra. A Ucrânia está sob lei marcial desde a invasão russa em 2022, o que suspende a realização de pleitos por razões de segurança.

O debate sobre eleições em meio ao conflito

O mandato presidencial de cinco anos de Zelensky terminou em maio de 2024, mas as votações seguem suspensas devido à vigência da lei marcial. Fedorov abalou o cenário político ucraniano ao pedir eleições durante a guerra e afirmar que a democracia não deve ficar refém. Em contrapartida, Zelensky condenou a proposta, argumentando que o processo eleitoral colocaria o país em risco e poderia destruí-lo enquanto combate as forças russas.

Especialistas apontaram diversos obstáculos práticos para organizar uma votação no momento, como o voto de soldados na linha de frente, a participação de milhões de refugiados, a situação dos moradores em territórios ocupados e o risco de desinformação russa. Além disso, pesquisas indicam que a população ucraniana demonstra pouco entusiasmo com a ideia de realizar eleições durante os combates.

Críticas e divergências entre Fedorov e o governo

Fedorov, que deixou o cargo de ministro da Defesa no mês passado após divergências e reformas nas áreas de compras e mobilização, afirmou que o país precisa de um plano claro para não perder a guerra gradualmente. Ele também declarou que Zelensky deveria ser questionado sobre possíveis casos de corrupção em seu governo, citando uma investigação de lavagem de dinheiro descoberta pelo gabinete anticorrupção ucraniano que envolveu parlamentares e o pagamento de fiança para um ex-ministro da Energia.

O gabinete presidencial e porta-vozes do governo responderam que Fedorov fazia avaliações positivas enquanto integrava a gestão e sugeriram que o ex-ministro pode estar sob pressão externa ao pedir eleições, o que Fedorov nega. O presidente Zelensky também declarou que uma antecipação de gastos realizada pelo ministério gerou um rombo de US$ 27 bilhões no orçamento, número que Fedorov contesta ao afirmar que seu planejamento previa um déficit de US$ 5 bilhões coberto por economias e apoio internacional.

Planos tecnológicos e viagens internacionais

Reconhecido pelo uso de drones e modernização militar, Fedorov defendeu a criação de uma estratégia com sensores eletrônicos, inteligência artificial e mísseis próprios para conter os avanços russos. Ele criticou atrasos burocráticos no envio de armas prometidas por países como o Reino Unido e planeja viajar aos Estados Unidos para captar recursos para um fundo de investimentos e tentar dialogar com Elon Musk sobre a extensão do sistema Starlink.

Com informações de Valor Econômico, BBC, Folha de S.Paulo.

Fonte: Valor Econômico, BBC, Folha de S.Paulo

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