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Vereador de Porto Alegre é preso em operação contra desvio de emendas da.

Ação do Ministério Público prende Giovane Byl e aponta esquema de desvio de recursos da saúde

Daniele Morais
18 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Na manhã da última sexta-feira (18), o Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Cinesia, que resultou na prisão preventiva do vereador Giovane Byl (Podemos) e de mais três investigados. A ação investiga o suposto desvio de mais de R$ 2 milhões repassados pelo Fundo Municipal de Saúde para projetos de emendas parlamentares.

Quem está preso e quais são os alvos da operação

A prisão preventiva recaiu sobre o vereador Giovane Byl, candidato a deputado estadual, um assessor parlamentar, um advogado e um ex-dirigente de uma organização da sociedade civil (OSC) que executava projetos de saúde. Os nomes dos três últimos não foram divulgados.

Como o esquema de desvio teria funcionado

Segundo a investigação do Ministério Público, a OSC recebia recursos em contas vinculadas a termos de fomento para a execução de projetos de saúde. A maior parte desses valores teria sido transferida para contas de livre movimentação da própria entidade, de onde foram distribuídos entre empresas, dirigentes da organização, agentes públicos e pessoas ligadas ao grupo investigado.

Relação das verbas com empresas e movimentação financeira

Os autos apontam que uma empresa ligada à administração da OSC recebeu mais de R$ 1,9 milhão dos recursos analisados. A partir dessa empresa, os valores foram repassados a integrantes do grupo e a outros investigados. Quando o Ministério Público solicitou extratos bancários, o grupo teria realizado empréstimos em nome da entidade para devolver parte dos recursos às contas fiscalizadas, criando a aparência de regularidade.

Atuação das autoridades e medidas cautelares

A operação contou com a promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, da 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Brigada Militar. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e outras medidas cautelares na capital e em Imbé, no Litoral Norte.

Reações da Câmara Municipal e da OAB

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre declarou surpresa com a ação e reforçou o compromisso com transparência, legalidade e respeito às instituições, prometendo colaboração total com as investigações. A Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso por envolver um advogado.

Próximos passos da investigação

A apuração segue sob sigilo, com a expectativa de que as autoridades concluam a análise das movimentações financeiras e dos documentos fornecidos pela atual gestão da OSC, que colabora com a investigação. O desdobramento do caso pode impactar o debate sobre a fiscalização de recursos públicos destinados à saúde no município.

Com informações de GZH, Correio do Povo, G1.

Fonte: GZH, Correio do Povo, G1

#Porto Alegre#Política#Corrupção#Saúde#Operação Cinesia
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