Presidente da Conafer é preso em operação contra descontos indevidos no INSS
PF prende o dirigente após fuga e amplia investigação sobre fraudes em benefícios previdenciários

A prisão de Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), trouxe nova atenção ao esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS que está sendo investigado pela Polícia Federal.
Operação sem desconto e a captura de Carlos Lopes
Na noite de 12 de setembro, o dirigente se entregou à Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, encerrando sua condição de foragido desde novembro do ano passado. O relatório final da PF foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, para providências judiciais.
Papel da Conafer no esquema de descontos indevidos
Segundo a PF, a Conafer foi a peça central de um esquema que gerou filiações falsas e cobranças não autorizadas de aposentados e pensionistas do INSS, movimentando milhões de forma irregular. Os descontos eram simulados como se os beneficiários fossem membros de associações de aposentados, embora não tivessem se associado nem autorizado qualquer débito.
Detalhes da investigação da Polícia Federal
A investigação teve início em 2023 na Controladoria-Geral da União, no âmbito administrativo. Em 2024, a CGU encontrou indícios de crimes e acionou a PF, que passou a conduzir a Operação Sem Desconto. No mês passado, a PF concluiu a primeira fase da operação, indiciando 48 pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca.
Repercussões nos benefícios do INSS
Os investigadores apontam que os descontos indevidos podem chegar a R$ 6,3 bilhões, afetando aposentados e pensionistas que tiveram valores mensais retirados sem autorização. A PF defende que Carlos Lopes responda por organização criminosa, lavagem de dinheiro em caráter majorado e corrupção ativa majorada.
Próximos passos judiciais
Após a entrega, Lopes será encaminhado ao sistema prisional, aguardando os procedimentos de praxe. O caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal, enquanto a PF continua a apurar a extensão do esquema e a responsabilizar os demais indiciados.
Com informações de G1.
Fonte: G1