Varejistas regionais ganham força no mercado alimentar brasileiro
Dados do ranking IRTT 2026 mostram que empresas regionais superam gigantes nacionais em taxa de crescimento
O ranking TOP 300 IRTT 2026 trouxe à tona um movimento de destaque: varejistas regionais registraram taxas de crescimento muito superiores às dos grandes grupos nacionais em 2025. Esse cenário explica o aumento de buscas sobre o tema.
Taxas de crescimento dos varejistas regionais
O Grupo Mateus registrou crescimento de 18,2% com faturamento de R$ 35,6 bilhões. Supermercados BH avançou 20,9% alcançando R$ 25,7 bilhões, enquanto Super Muffato cresceu 16,8% com R$ 20,4 bilhões em vendas. O Grupo Pereira e o Koch apresentaram, respectivamente, 14,4% e 25% de aumento.
Comparação com os gigantes nacionais
Carrefour Brasil, líder do ranking, cresceu 2,5% em 2025; Assaí avançou 5,2% e GPA 2,9%. Em conjunto, esses três grupos somam cerca de R$ 229 bilhões em vendas, mas suas taxas ficam bem abaixo dos dois dígitos observados nos regionais.
Impacto no mapa do varejo brasileiro
Somados, os cinco varejistas regionais movimentaram aproximadamente R$ 112 bilhões em 2025, formando uma potência comparável aos maiores grupos nacionais. O Grupo Mateus já aparece como o sexto maior varejista do país no ranking geral.
Vantagens da escala regional
Ao concentrar recursos nos mercados que conhece profundamente, o varejista regional consegue combinar escala com proximidade, reduzindo a complexidade de gestão presente em organizações nacionais que operam em múltiplas regiões e formatos.
Perspectivas para o futuro do setor
Os números sugerem que a consolidação do varejo alimentar pode ocorrer também de baixo para cima, com os regionais ganhando poder de negociação, desenvolvendo programas de fidelidade, marcas próprias e investindo em novas tecnologias. Embora os gigantes nacionais mantenham relevância, a velocidade de crescimento dos regionais indica uma transformação estrutural em curso.
Com informações de SuperVarejo.
Fonte: SuperVarejo