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TRE-RJ abre urna eletrônica ao público e reforça segurança do voto

Evento faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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TRE-RJ abre urna eletrônica ao público e reforça segurança do voto
Imagem: "Hungary-02184 - Hungarian Parliament Building" by archer10 (Dennis) is licensed under CC BY-SA 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-s

Em 3 de agosto de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro realizou a exibição pública da urna eletrônica. O equipamento foi desmontado diante de imprensa e entidades fiscalizadoras, permitindo a explicação detalhada de seu funcionamento e das medidas de proteção.

Apresentação da urna eletrônica ao público

A ação integrou a programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, cujo objetivo é consolidar a confiança da sociedade nas eleições brasileiras. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, afirmou que a legitimidade das urnas eletrônicas "não é conveniência tecnológica, isso é a soberania popular. A urna eletrônica é segura. Não existe, nesse país, um sistema mais aberto, mais inspecionado e mais testado do que ela. O código-fonte é examinado por partidos, pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Ministério Público, pelas universidades, pelas Forças Armadas".

Barreiras físicas e digitais contra fraudes

O secretário de Tecnologia da Informação, Michel Kovacs, destacou que as urnas contam com lacres produzidos pela Casa da Moeda, os quais deixam rastros visíveis caso sejam violados. Além dos lacres, assinaturas digitais, biometria e auditorias permanentes constituem camadas adicionais de proteção, dificultando intervenções indevidas.

Procedimento de contingência para falhas técnicas

No dia da votação, os dados de cada seção são armazenados tanto na memória interna da urna quanto em mídias externas – as memórias de resultado e de carga. Se ocorrer falha técnica, uma mídia de contingência, preparada especificamente para o evento, transfere os dados para uma urna reserva, permitindo que a votação continue exatamente do ponto onde parou, sem perda nem comprometimento da integridade.

Responsabilidade da Justiça Eleitoral na produção

A Justiça Eleitoral elabora toda a especificação técnica e de segurança dos aparelhos e dos programas de votação. A empresa privada contratada apenas fabrica o equipamento obedecendo estritamente ao projeto exigido. Durante a produção, nem o fabricante detém controle total; componentes de segurança requerem procedimentos rigorosos para a ativação das urnas após deixarem a fábrica.

Posição sobre retorno ao voto em papel

Kovacs foi questionado sobre a possibilidade de reinstaurar o voto em papel. Ele recordou que a urna eletrônica foi introduzida no Brasil em 1996 para eliminar as fraudes sistemáticas da época do voto impresso, citando casos de sumiço de votos e rasuras em cédulas. Também ressaltou que a apuração em papel é extremamente custosa, demorada e vulnerável a erros humanos ou adulterações intencionais nas planilhas.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil

#eleições#urna eletrônica#segurança eleitoral#TRE-RJ#sistema de votação
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