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The shards: série de Ryan murphy traz adolescentes de 1981 ao caos de cocaína

A produção reúne jovens atores em um thriller erótico ambientado na Los Angeles dos anos 80.

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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The shards: série de Ryan murphy traz adolescentes de 1981 ao caos de cocaína
Imagem: "Books Library" by Patrik Goethe is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/.

Em 4 de agosto de 2026, a série The Shards estreou nos Estados Unidos, trazendo à tela o universo de adolescentes de uma escola preparatória de Los Angeles em 1981, onde festas, whisky, cocaína e um assassino misterioso se entrelaçam.

Ambientação e trama da série

A adaptação televisiva de Ryan Murphy parte da obra autoficcional de Bret Easton Ellis, que inicialmente foi lançada como podcast entre 2020 e 2021 e depois transformada em romance em 2023. O enredo acompanha o estudante Ellis, uma versão velada do autor, em seu último ano escolar, enquanto a chegada do transferido enigmático Robert Mallory desencadeia o colapso de um mundo controlado. Paralelamente, um serial killer conhecido como The Trawler se aproxima cada vez mais do círculo cada vez mais paranoico de amigos.

Elenco e personagens principais

O elenco combina rostos consolidados e a nova geração de Hollywood. Kaia Gerber interpreta Susan Reynolds, descrita como a "relutantemente perfeita". Igby Rigney encarna Ellis, enquanto Jordan Roth interpreta Steven Reinhardt, um assistente pessoal inspirado em Andy Warhol. Homer Gere assume Robert Mallory, o objeto de obsessão de Ellis, e Hayes Warner dá vida a Debbie Schaffer, uma adolescente insegura que também atua como musicista. Campbell, que interpreta Thom Wright, descreve a série como “profundamente erótica e profundamente bela”.

Processo de produção e escolhas de Murphy

Originalmente, a adaptação seria dirigida por Luca Guadagnino, mas a proposta de Murphy, que entrou no projeto em fevereiro de 2025, acabou substituindo o estilo mais contido do italiano por uma extravagância sem pudores. O produtor executivo Brad Simpson afirmou que Murphy e Ellis “estão obcecados com momentos da juventude de identidades ocultas”. Simpson acrescentou que a série traz uma “obvia metáfora para a AIDS nos anos 80”.

Sobre a escolha do elenco, Simpson declarou que buscava “aspiração”: “você gostaria de ir a uma festa, beber whisky e usar cocaína com eles? Provavelmente sim. Mas também, por favor, não faça isso.”

Representação de drogas e sexo

O thriller erótico privilegia a tensão e o suspense em vez de cenas explícitas de sexo. Não há “dick shots”, “blowjobs” ou “handjobs”. A presença de drogas, sobretudo cocaína, é intensa: durante as filmagens, os atores experimentaram diferentes substâncias para reproduzir o efeito da droga, como pó de leite e coco, sendo que Warner destacou que o pó “começava a liquefazer no meu nariz”. Campbell explicou que o coordenador de intimidade forneceu “uma quantidade impiedosa de tiras de Listerine”, e que os atores tiveram que cuidar da alimentação para evitar acidentes.

Expectativas para segunda temporada

Os jovens atores esperam que a série retorne. Rigney questionou: “O dinheiro está vindo?” e, embora não tenha resposta definitiva, ressaltou a importância de ter um emprego estável como ator. Simpson, ao fechar a entrevista, prometeu que, caso haja uma segunda temporada, “haverá mais sexo”.

Com informações de The Guardian.

Fonte: The Guardian

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