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Mark Ruffalo recebe apoio de artistas após polêmica com a Paramount

Mais de 180 personalidades judias assinaram carta em defesa do ator após acusações de antissemitismo.

Daniele Morais
2 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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O ator Mark Ruffalo recebeu uma carta de apoio público assinada por mais de 180 personalidades judias da indústria do entretenimento após ser acusado de antissemitismo pela Paramount. A polêmica começou quando o ator criticou a proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, associando a negociação a interesses militares e tecnológicos em Israel. O manifesto em defesa de Ruffalo classifica as acusações contra ele como uma campanha difamatória infundada.

Origem da polêmica com a Paramount

Em 21 de agosto, Ruffalo publicou um vídeo da executiva da Oracle, Safra Catz, comentando sobre tecnologias usadas para auxiliar o exército israelense. O ator associou o caso à fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery, afirmando que a Oracle, comandada por Larry Ellison, financiaria a aquisição de seu filho, David Ellison. Ruffalo declarou que as tecnologias mencionadas "provavelmente serão fundidas em um dos maiores conglomerados de mídia do mundo e um dia usadas contra você", além de questionar a atuação do ex-presidente Trump no caso. Em resposta, um porta-voz da Paramount acusou o ator de recorrer a estereótipos antissemitas.

O posicionamento de Mark Ruffalo

Ruffalo rebateu as acusações imediatamente, classificando a reação da Paramount como chocante e desonesta. Para o ator, "criticar as ações do primeiro-ministro israelense, um contrato de tecnologia militar ou os executivos que o fornecem não é o mesmo que criticar o povo judeu". Ele argumentou que críticas ao governo de Israel, a contratos militares ou a executivos não equivalem a ataques contra judeus.

A carta de apoio dos profissionais judeus

Mais de 180 artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus assinaram uma carta aberta em defesa de Ruffalo. Entre os signatários estão nomes conhecidos como Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer, Joel Coen, Todd Haynes, Ilana Glazer, Hannah Einbinder, James Schamus, Emma Seligman, Tony Kushner, Jane Schoenbrun e Wallace Shawn. O documento afirma que apontar conexões entre a guerra em Gaza e os interesses de Hollywood não constitui antissemitismo, mas sim "a própria essência do dever ético judaico". Ilana Glazer declarou que usar essa acusação para silenciar o ator é perigoso e absurdo.

Críticas aos impactos da fusão empresarial

A carta assinada pelos profissionais judeus também ataca a proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery. O texto aponta que a união das empresas destruirá milhares de meios de subsistência, consolidará o controle oligárquico da mídia e sufocará a criatividade. O manifesto ainda cita Larry Ellison e Safra Catz, associando as tecnologias de inteligência artificial da Oracle a projetos de controle no território de Gaza.

Manifestações de outros nomes do cinema

Além do grupo de personalidades judias, outros nomes de peso de Hollywood se manifestaram sobre o caso. O cineasta Kenneth Lonergan já havia defendido Ruffalo, classificando as acusações de antissemitismo como absurdas e desonestas. Recentemente, durante uma coletiva no Festival de Veneza, o ator George Clooney também apoiou Ruffalo, defendendo sua liberdade de expressão e criticando a fusão por seus riscos financeiros e de perda de empregos.

Com informações de Folha de S.Paulo, Omelete, diariodamidia.com.br.

Fonte: Folha de S.Paulo, Omelete, diariodamidia.com.br

#Mark Ruffalo#Hollywood#Paramount#Warner Bros#Liberdade de expressão
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