Jornalismo explicativo com profundidade e rigorPTENES
Explosão SolarProfundidade antes da pressaBuscar

Tempestade geomagnética prevista para chegar à Terra nesta sexta

Ejeção de massa coronal de classe M1.4 pode gerar auroras e afetar tecnologias

Daniele Morais
8 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
CompartilharWhatsAppXFacebook

Uma série de erupções solares de classe M, registradas entre 5 e 6 de outubro, lançou uma ejeção de massa coronal (CME) em direção ao planeta. Modelos da NOAA indicam que a frente da nuvem de plasma deve alcançar a magnetosfera terrestre nas primeiras horas de 9 de outubro, gerando uma tempestade geomagnética de nível G1 a G2.

Como a CME foi detectada e sua velocidade

A erupção de classe M1.4 ocorreu na região de manchas solares AR4549, próxima ao centro da face solar voltada para a Terra. Observatórios espaciais identificaram o evento por sensores de raios X e coronógrafos, medindo a velocidade inicial da nuvem em cerca de 560 km/s, segundo o Solar Influences Data Analysis Center da Bélgica.

Previsões de chegada e intensidade

O modelo heliosférico WSA-ENLIL, usado pela NOAA, estima que a borda frontal da CME atinja a Terra por volta das 2h (horário de Brasília) de 9 de outubro, com margem de erro de algumas horas. O alerta emitido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC) classifica a tempestade como moderada (G2), correspondendo a um índice Kp ≈ 6.

Possíveis efeitos nas tecnologias

Durante eventos G1 a G2, podem ocorrer apagões breves de rádio nas áreas iluminadas, flutuações pontuais de voltagem em linhas de transmissão de alta latitude e leves arrastos atmosféricos que exigem ajustes em satélites de órbita baixa. Quedas temporárias de precisão no GPS e outras navegações também são relatadas em situações semelhantes.

Auroras em latitudes mais baixas

Tempestades de nível G2 já permitiram a observação de auroras em regiões tão ao sul quanto Nova York e Idaho. Se a orientação do campo magnético da CME favorecer a entrada de energia na atmosfera, o espetáculo luminoso pode ser visível em latitudes mais baixas do que o habitual, embora não haja garantia de ocorrência em locais específicos.

Perspectivas para os próximos dias

Além da CME que deve chegar na sexta-feira, as regiões AR4549 e AR4545 permanecem voltadas para a Terra, aumentando a probabilidade de novas erupções. Buracos coronais que avançam pela face solar podem liberar ventos solares rápidos, sugerindo outro período de atividade geomagnética elevada previsto para o domingo, 11 de outubro.

Com informações de O GLOBO, Estadão, Brasil 247.

Fonte: O GLOBO, Estadão, Brasil 247

#tempestade solar#ejeção de massa coronal#auroras#clima espacial#tecnologia
Também emEnglishEspañol

Entenda o tema

Reportagens de fundo do Explosão Solar que explicam o assunto desta notícia.

CompartilharWhatsAppXFacebook