Jornalismo explicativo com profundidade e rigorPTENES
Explosão SolarProfundidade antes da pressaBuscar

Tecnologia de IA ajuda a detectar incêndios, mas bombeiros ainda são

Câmeras com IA substituem vigilantes e enviam alertas instantâneos aos bombeiros

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
CompartilharWhatsAppXFacebook
Tecnologia de IA ajuda a detectar incêndios, mas bombeiros ainda são
Imagem: "Stock market charts illustration" by Unknown authorUnknown author is marked with CC0 1.0. To view the terms, visit https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/deed.en/.

Em 4 de agosto de 2026, incêndios na França, Espanha e Portugal obrigaram centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas. Na França, quatro mortos e cerca de 150 feridos foram registrados. Enquanto as técnicas de combate ao fogo permanecem semelhantes, a tecnologia de detecção avançou significativamente.

Detecção de incêndios com câmeras de IA

Na região da Gironde, considerada a mais afetada na França, câmeras assistidas por inteligência artificial monitoram as áreas florestais. Elas substituíram os observadores humanos que antes ocupavam torres de vigia, muitas vezes estudantes, reduzindo alarmes falsos ao distinguir fumaça de poeira levantada por tratores.

Como as alertas chegam aos bombeiros

Empresas como Midgard e a startup francesa FireTracking instalaram o sistema. Quando a câmera identifica um foco de fumaça, um alerta é enviado ao celular dos bombeiros, que podem abrir um aplicativo e visualizar o local com zoom de 40 vezes. O aplicativo exibe também um mapa com a localização exata do fogo, casas próximas e uma simulação de propagação baseada em condições climáticas.

Impacto do tempo de resposta

Um exemplo citado mostrou que a IA detectou sete incêndios 15 minutos antes da primeira ligação telefônica. Segundo os especialistas, esses quinze minutos podem limitar um incêndio a duas ou três hectares, enquanto um minuto permite apagar o foco com um copo d’água, dois minutos exigem um tanque e três minutos já demandam a intervenção de um avião Canadair.

Custos e expansão da tecnologia

No departamento de Indre-et-Loire, foram instalados 11 pontos de detecção ao custo de €1,2 milhão, cobrindo uma área de 6 000 km², predominantemente agrícola. Esse mesmo departamento registra cerca de 300 incêndios de colheita por ano, um problema caro que a IA pretende mitigar.

Limitações das drones e do equipamento

Embora drones estejam sendo testados para resgate marítimo, ainda não há tecnologia de drone apta ao combate direto ao fogo. A IA auxilia na detecção, mas o apagamento ainda depende de equipes terrestres que puxam mangueiras. Mesmo com o lançamento de 6 000 litros de água por um Canadair, o fogo só diminui de intensidade, exigindo que os bombeiros concluam o esforço.

Perspectivas para o futuro

Projetos como o programa Condor da proteção civil francesa testam drones alimentados por energia solar, equipados com câmeras eletro-ópticas e IA para patrulhas contínuas. Outras iniciativas, como o SenForFire da Espanha, utilizam sensores que medem gases antes que as chamas se tornem visíveis. Startups como Daidelos buscam desenvolver drones capazes de pairar sobre o fogo e borrifar até 1,2 toneladas de água, enquanto outras empresas trabalham em drones que lançam granadas térmicas para suprimir a combustão. Apesar desses avanços, especialistas como o sargento Guillaume Millet ressaltam que a tecnologia ainda não substitui o trabalho humano; a extinção de incêndios continua a depender de bombeiros que puxam mangueiras no terreno, prática que permanece desde a criação da primeira brigada moderna nos Países Baixos, na década de 1670.

Com informações de BBC News.

Fonte: BBC News

#tecnologia#incêndios florestais#inteligência artificial#bombeiros#drones
Também emEnglishEspañol
CompartilharWhatsAppXFacebook