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Snapchat corta recomendações de vídeos totalmente gerados por IA

Plataforma passa a priorizar conteúdo humano, enquanto permite IA editada

Daniele Morais
4 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Snapchat corta recomendações de vídeos totalmente gerados por IA
Imagem: "Caledos Runner - New share buttons leaked... ;-) - WP_20130904_20_10_57_Pro" by Nicola since 1972 is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creati

Em 31 de julho de 2026, o Snapchat informou que vai parar de sugerir vídeos criados integralmente por inteligência artificial em seu feed Spotlight. A mudança visa favorecer material produzido por pessoas, considerado mais autêntico pelos usuários.

Snapchat deixa de recomendar vídeos totalmente gerados por IA

A empresa-mãe Snap declarou que o Spotlight deixará de exibir "vídeos totalmente gerados por IA". Segundo a própria plataforma, esse tipo de conteúdo costuma ser de baixa qualidade, repetitivo e pouco atraente para a comunidade.

Conteúdo editado por IA ainda pode aparecer

Apesar a medida, o Snapchat não proibirá todas as criações envolvendo IA. Ferramentas próprias de edição com IA permanecerão disponíveis, e conteúdos "aprimorados ou editados por IA" ainda farão parte das recomendações.

Outras plataformas também atacam o ‘AI slop’

LinkedIn introduziu um botão para denunciar publicações que pareçam ter sido geradas por IA, e afirmou que bloqueou bilhões de tentativas de comentários automatizados nos últimos meses, capturando centenas de milhares diariamente. O YouTube atualizou suas regras de monetização, excluindo vídeos genéricos, repetitivos ou baseados em templates, categorias frequentemente produzidas por IA.

Impactos percebidos nas pesquisas sobre conteúdo de IA

Estudos recentes apontam que usuários consideram o conteúdo totalmente gerado por IA como de qualidade inferior. Além disso, quanto maior a presença de material falsificado no feed, menor a confiança dos usuários na veracidade do que veem online.

Reação de líderes e medidas de LinkedIn e YouTube

Chris Best, cofundador da Substack, destacou a dificuldade crescente de distinguir o real na internet e citou pesquisas que indicam que até 40% dos textos em redes sociais podem ser falsos ou gerados por IA. O chefe de produto do LinkedIn, Hari Srinivasan, reforçou que combater o “AI slop” é prioridade e que a plataforma removerá prompts automáticos que sugerem aprimoramento por IA, mantendo apenas ferramentas de revisão.

Com informações de BBC News.

Fonte: BBC News

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