Sistema elétrico resiste a terremoto e enfrenta o desafio de El Niño
Gerente de XM detalha os impactos do sismo de 10 de agosto e os riscos futuros na geração de energia
Em 20 de agosto de 2026, autoridades do setor energético discutiram como a infraestrutura de energia lidou com um forte sismo ocorrido em 10 de agosto. O evento provocou a desconexão abrupta de cerca de 18% da demanda e colocou à prova a resiliência do sistema.
O impacto do sismo na rede elétrica
O tremor de terra causou a desconexão de cerca de 18% da demanda do Sistema Interconectado Nacional. Segundo explicado por Juan Carlos Morales, gerente de XM, o forte desbalance gerado pela queda de carga poderia ter resultado em um apagão nacional.
A situação provocou o incremento imediato da frequência na rede, além de riscos de sobrefrequência e problemas de tensão. Alguns equipamentos de conexão se desligaram devido aos mecanismos de proteção, e operadores ficaram temporariamente incomunicáveis.
A recuperação do serviço e a resiliência
As equipes do centro de control atuaram rapidamente para balancear o sistema e coordenar o restabelecimento com os operadores. A tarefa incluiu localizar circuitos isolados que perderam energia e meios de comunicação durante o evento.
A maior parte da demanda foi recuperada, demonstrando a capacidade de resposta e a resiliência do Sistema Interconectado Nacional. No entanto, o episódio evidenciou vulnerabilidades e restrições na infraestrutura de transmissão e distribuição.
O desafio do fenômeno de El Niño
O próximo grande desafio para a matriz energética, fortemente fundamentada em energia hidráulica, é a alta probabilidade de um fenômeno de El Niño forte. A situação traz riscos de aumento de temperaturas e queda drástica nos aportes aos reservatórios.
Para mitigar a estrechez e o estresse no sistema, será necessário elevar ao máximo a geração térmica. A operação contínua do parque térmico por mais de cinco meses exigirá coordenação rigorosa entre instituições, novas regras e uso eficiente dos recursos.
Racionamentos e restrições de infraestrutura
A região Caribe, incluindo áreas como Valledupar, Chinú e Magdalena, já enfrenta sobrecargas e racionamentos controlados. O aumento de temperatura eleva o consumo residencial, expondo limitações em equipamentos e atrasos em projetos de infraestrutura.
Restrições semelhantes ocorrem no Nordeste, na zona Oriental e no norte de Bogotá. A incerteza nos aportes, que oscilaram entre os dias da semana, exige medidas preventivas para preservar os níveis dos reservatórios antes do período seco.
Exportações e confiabilidade energética
Atualmente, as exportações de energia para o Equador dependem exclusivamente da geração térmica. O uso intensivo dessas plantas gera desgaste e exige manutenções prolongadas, pressionando a disponibilidade necessária para o mercado interno.
A revisão integral dessa situação e das regras atuais busca garantir a confiabilidade energética. A articulação envolve o Ministério de Minas e Energia e a Comissão de Regulação de Energia e Gas para antecipar riscos e assegurar o abastecimento.
Com informações de El Colombiano.
Fonte: El Colombiano