Secretário de defesa dos EUA mobiliza militares para proteger eleições de.
Pete Hegseth autoriza uso de NSA e comando cibernético para garantir a integridade do voto em novembro
Na véspera das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assinou um memorando que ordena a mobilização de recursos militares e de inteligência para proteger a infraestrutura eleitoral contra interferência estrangeira.
Memorando que autoriza ação militar e de inteligência
O documento, datado de 22 de setembro e divulgado em 28 de setembro, instrui a Agência de Segurança Nacional (NSA), o Comando Cibernético dos EUA e outras estruturas de apoio a utilizarem "capacidades avançadas de inteligência e cibernéticas" para identificar, interromper e neutralizar ameaças externas ao processo democrático.
Objetivo de garantir voto livre de intimidação
Segundo o Pentágono, a orientação visa garantir que todo eleitor legalmente habilitado possa votar sem intimidação, coerção ou medo provocados por agentes estrangeiros. A norma reforça a defesa da infraestrutura eleitoral, classificada como "infraestrutura crítica" desde 2017.
Histórico de atuação militar em eleições
Especialistas militares em cibersegurança acompanham os sistemas eleitorais e combatem hackers desde a classificação de 2017. O Grupo de Segurança Eleitoral (ESG), criado após a interferência russa de 2016, já atuou em todas as eleições gerais e de meio de mandato, focando em trolls da Rússia, Irã e outros países.
Críticas ao timing da medida
David Becker, ex-advogado do Departamento de Justiça e presidente do Center for Election Innovation & Research, afirmou que a publicação do memorando muito próximo das eleições sugere "teatro". Ele destacou que o governo federal havia desmantelado a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) e demitido especialistas no início de 2025, reduzindo a capacidade civil de proteção eleitoral.
Reação de autoridades militares
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, ressaltou que o Comando Cibernético e as equipes de inteligência atuarão com parceiros federais, estaduais e locais para expor influências estrangeiras malignas, sem violar liberdades fundamentais. O general Joshua M. Rudd, chefe do Comando Cibernético e da NSA, declarou que suas forças combatem regularmente ações de agentes cibernéticos estrangeiros mal-intencionados.
Contexto político nos EUA
As midterms determinarão a composição de 435 cadeiras da Câmara e um terço do Senado, influenciando a agenda do presidente Donald Trump, que mantém baixa aprovação. O presidente também tem promovido propostas controversas, como o pagamento de US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos triunfem nas eleições.
Com informações de O GLOBO, Gazeta do Povo, VEJA.
Fonte: O GLOBO, Gazeta do Povo, VEJA