Russell Brand entra em julgamento por estupro e agressão sexual
O ator e comediante britânico responde a sete acusações envolvendo seis mulheres entre 1999 e 2009

O julgamento de Russell Brand começou nesta segunda-feira, 12 de outubro, no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, após a abertura formal do processo na quarta-feira, 14. O caso ganhou destaque porque o ator e comediante, ex-marido da cantora Katy Perry, enfrenta sete acusações de crimes sexuais cometidos entre 1999 e 2009.
Acusações apresentadas pela promotoria
A promotora Riel Karmy-Jones descreveu Brand como "predador sexual implacável, calculista e manipulador". São três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de importunação sexual, todas envolvendo seis mulheres.
Detalhes dos supostos crimes
Entre os fatos apontados, destaca-se o estupro de uma mulher em um quarto de hotel durante a Conferência do Partido Trabalhista em 1999, a tentativa de arrastar outra para um cubículo da MTV Europe em 2001 e um ato sexual forçado em um banheiro de bar em 2004. Também há denúncia de agressão sexual em escritório de mídia e de ato anal forçado em 2009.
Defesa de Russell Brand
Brand chegou ao tribunal acompanhado da esposa Laura Gallacher e declarou inocência total. Em declarações escritas à polícia, afirmou não lembrar dos incidentes, negar qualquer ato sem consentimento e reconhecer apenas sexo em cubículos de banheiro durante festas.
Desenvolvimento do julgamento
O processo pode durar até dez semanas. A promotoria ressaltou que, apesar de algumas denuncias terem sido feitas por mulheres que resistiram e outras que não tiveram oportunidade de reagir, isso não alterou a conduta atribuída a Brand.
Contexto da investigação
As denúncias ganharam repercussão em 2023 após investigação conjunta de jornais britânicos e do programa Dispatches do Channel 4. Em abril de 2025, Brand foi formalmente acusado de crimes contra quatro mulheres; duas denuncias adicionais foram incluídas posteriormente, totalizando as seis vítimas citadas.
Com informações de G1, VEJA.
Fonte: G1, VEJA