Rita Guedes relata complicações graves após blefaroplastia
Atriz descreve ceratite, quemose e paralisia do músculo levantador após cirurgia ocular

Rita Guedes, 54, divulgou em vídeo que a blefaroplastia feita em fevereiro resultou em complicações que ameaçaram sua visão. O relato trouxe à tona questões sobre a escolha do profissional e os riscos da cirurgia.
Complicações relatadas pela atriz
A atriz descreveu ceratite, inflamação da córnea que causa dor e sensação de areia, além de quemose, inchaço da conjuntiva que pode formar bolhas e dificultar o fechamento do olho. Também apontou alteração no músculo levantador da pálpebra, que ficou temporariamente paralisado, deixando o olho direito cerca de 60% aberto.
Possíveis causas das lesões
Especialistas indicam que a quemose costuma melhorar em até 15 dias, mas pode persistir e lesionar a córnea se o olho não fechar adequadamente. A paralisia do músculo pode ocorrer por corte ou pinçamento durante a remoção de pele e gordura, já que o músculo está próximo das bolsas de gordura. Também foi mencionada a possibilidade de queimadura térmica causada pelo cautério, que pode atingir pele, cílios ou córnea.
Riscos graves associados à blefaroplastia
Entre as complicações mais sérias citadas está o hematoma retrobulbar, sangramento atrás do olho que pode comprimir o nervo óptico e comprometer a visão, exigindo atendimento imediato. Lesões que impedem o fechamento da pálpebra podem expor a córnea, gerar úlceras e, em casos extremos, perfuração.
Procedimentos corretivos e prognóstico
Quando a paralisia do músculo levantador persiste, pode ser necessário reinseri-lo, procedimento que nem sempre garante recuperação total. Em casos de exposição corneana prolongada, pode ser indicado enxerto de pele para fechar a pálpebra. A prioridade é proteger a visão antes de buscar a correção estética.
Orientações para pacientes
Especialistas alertam que dor, visão turva, secreção purulenta ou sensação constante de areia são sinais de alerta que demandam avaliação médica urgente. A escolha de cirurgião plástico ou oftalmologista com formação em cirurgia oculopalpebral é fundamental para minimizar riscos.
Com informações de Folha de S.Paulo.
Fonte: Folha de S.Paulo
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