Promotores pedem que juiz rejeite acordo que mantém domínio da Ticketmaster
AEG e Louis Messina argumentam que o consentimento proposto deixa intacto o poder da empresa sobre bilheteria e shows
O debate sobre a Ticketmaster ganhou destaque após a apresentação de documentos ao tribunal federal pedindo a rejeição de um acordo de consentimento proposto pelo Departamento de Justiça. AEG, maior concorrente de promoção de shows da Live Nation, e o promotor veterano Louis Messina enviaram argumentos de que a proposta deixaria a empresa praticamente inalterada.
O que os promotores alegam sobre o acordo
Segundo os documentos, o acordo abriria apenas um número pequeno de eventos para concorrentes, mantendo a Ticketmaster no controle de cerca de 6.500 dos 7.500 eventos anuais em grandes arenas, o que equivale a cerca de 85% do mercado. Os promotores afirmam que a medida não altera a estrutura que permite à Live Nation e à Ticketmaster dominar a bilheteria, a promoção de shows e os principais anfiteatros.
Como a exclusividade afeta os promotores independentes
Messina descreve que, em 2024, a Live Nation deixou de atender suas ligações e impediu que artistas como Old Dominion, The Lumineers e Shawn Mendes fossem promovidos por sua empresa em anfiteatros controlados pela Live Nation. Ele afirma que essa prática reduz a competitividade e pode levar promotores independentes à falência.
Argumentos de AEG sobre a estrutura de mercado
AEG sustenta que a proposta mantém incentivos para que locais continuem escolhendo a Ticketmaster, pois temem perder shows da Live Nation. A empresa cita depoimentos de locais que consideraram alternativas como AXS ou SeatGeek, mas temiam a perda de conteúdo da Live Nation. AEG também aponta que a solução de “open distribution” ainda exigiria que concorrentes se conectassem ao back-end da Ticketmaster, mantendo a empresa como infraestrutura central.
Reações da Live Nation
Em resposta, Dan Wall, executivo da Live Nation, afirmou que as alegações dos promotores refletem interesses comerciais próprios e que o acordo oferece alívio significativo para os consumidores. Wall reiterou a confiança de que o juiz Arun Subramanian aprovará o consentimento.
Posição de outras partes interessadas
Além de AEG e Messina, a National Independent Venue Association (NIVA) enviou comentário ao tribunal pedindo a rejeição do acordo, alegando que ele não desfaz o monopólio da Live Nation e não serve ao interesse público. A NIVA destaca que o veredicto do júri contra a Live Nation cria oportunidade para restaurar a competição no mercado.
Próximos passos do processo
O período de comentários ao Tunney Act encerrou-se em 4 de setembro. O Departamento de Justiça deve analisar as observações e responder antes que o juiz decida se o acordo serve ao interesse público. A decisão final poderá definir se a Ticketmaster permanecerá como controladora da maior parte da bilheteria de shows nos Estados Unidos.
Com informações de TicketNews, Variety, The Atlantic.
Fonte: TicketNews, Variety, The Atlantic