Pereira enfrenta denuncias de acaparamiento tras sismo
En 20 de agosto de 2026, la ciudad lidia con estragos del terremoto y alertas por la entrega de ayudas humanitarias.
Em 20 de agosto de 2026, Pereira continua enfrentando uma complexa fase de atendimento e recuperação após o terremoto de 7.4 que sacudiu o país. Enquanto ocorrem as labores de remoção de escombros e avaliação de estruturas afetadas, surgem denúncias de suposto acaparamento de ajudas e alertas sobre falsos damnificados.
Balanço de vítimas e danos materiais
De acordo com o mais recente balanço divulgado em 20 de agosto de 2026, a cidade registra 100 pessoas falecidas, mais de 157 desaparecidas e 253 feridos. No que diz respeito aos danos materiais, o relatório detalha 66 imóveis destruídos totalmente, afetações em mais de 100 instituições educativas e a necessidade projetada de derrubar mais de 200 edificações que ficaram gravemente avariadas. O personero de Pereira, Leonardo Fabio Reales Chacón, advertiu que a magnitude da emergência desbordou a capacidade de resposta do município e pediu maior presença do Governo Nacional, apontando que as instituições dificilmente estão preparadas para situações desta magnitude.
Projeção de afetados e centros de registro
O funcionário assinala que se projeta de maneira tentativa a existência de quase 40.000 pessoas ou famílias afetadas pelo sismo, calculadas com base nos graves danos ocorridos no centro da cidade, na comuna universitária e em áreas de grande densidade como Providencia e Cuba. O censo apenas está iniciando e não conta com uma cifra consolidada. O registro concentra-se no parque El Lago e no parque Olaya Herrera.
Denúncias de restrição de ajudas no parque Olaya Herrera
No parque Olaya Herrera, que funciona como albergue e reúne cerca de 1.500 pessoas, surgiram denúncias de que alguns apoios estariam sendo restritos. Relatos indicam divisões entre grupos que trabalham na atenção aos damnificados, com jovens assumindo o controle de determinados espaços e rejeitando propostas de coordenação. A fonte relatou que propostas de trabalho conjunto com redes de apoio com carpas emprestadas, funcionárias da Alcaldía com mercados e até integrantes do Ejército que ofereciam colaboração foram rejeitadas ou afastadas do local.
Alerta sobre suposta suplantação e medidas de controle
Sobre o risco de suplantação e pessoas que tentam registrar-se como damnificadas sem sê-lo, Leonardo Fabio Reales esclareceu que, até o momento, não se conhecem casos reais oficiais de colados, tratando-se unicamente de advertências e mensagens difundidas em redes sociais e meios de comunicação, embora a alarma tenha sido reportada pelos próprios refugiados. Para assegurar o rigor, a administração municipal e órgãos do Ministério Público coordenam esforços no censo, apoiando-se em líderes comunitários.
Descongestionamento e novos espaços de atendimento
Para descongestionar o parque Olaya Herrera e melhorar as condições de atenção, parte da população começou a ser transferida em 20 de agosto de 2026 para realizar um autocenso no Coliseo Menor. A Personería esclareceu que o autocenso é um mecanismo inicial de identificação que deverá ser posteriormente verificado pelas autoridades. Outros locais habilitados para atender os damnificados incluem a Villa Olímpica, o Coliseo Mayor, o parque El Oso e o parque El Vergel, onde dezenas de famílias já recebem assistência.
Com informações de El Colombiano.
Fonte: El Colombiano