O impacto e os riscos do uso do zolpidem no Brasil
Medicamento para insônia lidera buscas e levanta debates sobre dependência e segurança.
O medicamento zolpidem tornou-se um dos assuntos mais buscados após relatos de graves consequências associadas ao seu consumo inadequado e a divulgação de dados sobre a venda da substância no país. A discussão ganha força com alertas de especialistas sobre os perigos do uso prolongado e sem acompanhamento profissional para tratar distúrbios de sono.
O crescimento das vendas e o alerta de saúde pública
Dados da Anvisa mostram que as vendas do medicamento saltaram de 13,2 milhões de caixas para quase 22 milhões entre 2018 e 2023. Em novembro, a Academia Brasileira de Neurologia publicou um alerta transformando o remédio mais popular para insônia em um problema de saúde pública no Brasil, destacando a escalada de dependência e crises de abstinência associadas às drogas Z.
Regras mais rígidas de comercialização
Para conter o acesso desregulado, a Anvisa adotou regras mais rígidas para a comercialização. O órgão passou a exigir a receita B, de controle especial, tornando o acesso ao produto mais restrito no país.
O consumo frequente entre adultos com insônia
Um estudo brasileiro avaliou adultos com sintomas de insônia e apontou que 60% dos participantes relataram uso atual de remédios para dormir. Entre os que fazem uso contínuo, o zolpidem foi o medicamento mais citado. O levantamento também revelou que uma parcela significativa dos usuários consome o produto sem prescrição médica.
Efeitos adversos e o manejo seguro
Lançadas nos anos 1990 como alternativa aos benzodiazepínicos, as drogas Z podem provocar dependência química, crises de abstinência e eventos complexos. Entre os efeitos adversos relatados estão sonambulismo, dirigir dormindo e delírios, o que reforça a necessidade de uso limitado e com orientação médica.
Com informações de Folha de S.Paulo, Tribuna Hoje.
Fonte: Folha de S.Paulo, Tribuna Hoje