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Ministério Público do Trabalho processa Uber por causa de taxa

Procuradoria pede suspensão de programa e pagamento de indenização por dano moral coletivo.

Daniele Morais
26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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Ministério Público do Trabalho processa Uber por causa de taxa
Imagem: "St.Gallen city skyline aerial view from rooftop (49025392338)" by Nenad Stojkovic is licensed under CC BY 2.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/li

O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação civil pública de abrangência nacional contra a Uber por causa de um programa que cobra dos motoristas uma taxa para que possam aceitar corridas pelo aplicativo. A ação foi apresentada pela Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região, na Bahia.

O que é o Passe para Motoristas

O programa chamado Passe para Motoristas altera a forma como a plataforma cobra dos motoristas pelo uso do aplicativo. No modelo tradicional, a Uber desconta sua parcela à medida que as corridas são realizadas. Com o passe, o motorista paga antecipadamente para ter acesso às viagens, por meio da compra de um pacote.

O programa oferece duas modalidades. No Passe por Tempo, o motorista paga uma taxa fixa para realizar corridas durante 24 horas ou 72 horas consecutivas, sem cobrança adicional de taxa de serviço nesse período. Já no Passe por Ganhos, o motorista paga um valor único e fica isento da taxa de serviço até atingir um teto de ganhos previamente estabelecido.

Riscos de endividamento apontados

Segundo a Procuradoria, o programa gera risco de endividamento e o modelo pode levar motoristas parceiros a uma situação de servidão por dívida. O MPT pede que a Justiça determine a suspensão do programa em até 48 horas, além do pagamento de R$ 321 milhões por dano moral coletivo.

O órgão aponta que o trabalhador paga antecipadamente para ter acesso às viagens, mas assume o risco de não conseguir corridas suficientes para recuperar o valor investido. Caso o trabalhador não tenha saldo suficiente para pagar o passe, o valor devido é descontado automaticamente de seus ganhos futuros na plataforma.

Posição da empresa

A Uber refuta as conclusões apresentadas pelo MPT na ação e afirma que as alegações dos procuradores são baseadas em concepções equivocadas sobre o funcionamento da plataforma e em posições ideológicas sobre a relação dos motoristas com o aplicativo. A empresa diz que fornecerá à Justiça as informações necessárias para esclarecer os pontos levantados.

A companhia afirma também que o Passe para Motoristas é uma alternativa ao modelo tradicional de cobrança por viagem, está em fase de testes e busca dar previsibilidade aos motoristas sobre o custo do serviço de intermediação.

Com informações de Folha de S.Paulo, O GLOBO, Estadão.

Fonte: Folha de S.Paulo, O GLOBO, Estadão

#Uber#Ministério Público do Trabalho#Trabalho#Justiça
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