mãe de menino morto em viamão recebe liberdade provisória
a decisão substitui prisão preventiva por medidas cautelares diversas

Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, deixou a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba na manhã de sexta-feira, após decisão da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal de Viamão que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares diversas.
decisão judicial e medidas cautelares
A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liberdade provisória à mãe do menino Oliver Grayson, de 3 anos, morto em julho. A medida substitui a prisão preventiva por tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de contato com os filhos. Mayanna permanece à disposição da Justiça para colaborar com a investigação.
responsabilidade criminal de Mayanna
Mayanna responde por quatro crimes de tortura por omissão, relacionados a Oliver e seus três irmãos. As denúncias de homicídio foram arquivadas, pois o juiz considerou que não há mais fundamentos para a prisão preventiva. O pai, missionário norte-americano D’andre Grayson, continua preso preventivamente por homicídio qualificado e quatro crimes de tortura.
contexto das agressões
O inquérito apontou que Oliver foi espancado pelo pai em 5 de julho, por não ter dado “bom dia”. O exame necroscópico apontou traumatismo cranioencefálico grave como causa da morte. A perícia física identificou cicatrizes antigas no corpo da criança, mas não relacionadas à agressão que provocou a morte.
investigações sobre a família
A Polícia Civil reuniu indícios de que as agressões contra as crianças aconteciam de maneira reiterada há cerca de nove anos. A mãe teria orientado os filhos a não mostrar o corpo e a não contar a outras pessoas sobre as agressões. Todas as crianças, com exceção do bebê de 1 ano, apresentavam marcas no corpo, e apenas uma conseguiu conversar com a perita.
perspectiva para os filhos
Os filhos de Mayanna estão acolhidos em um abrigo e, segundo a defesa, o filho mais velho, de 9 anos, manifestou desejo de ver a mãe. A retomada da convivência depende de decisões judiciais futuras. A defesa busca alternativas para que Mayanna possa ter contato com os filhos dentro das determinações legais.
conclusão do caso
A decisão da 1ª Vara Criminal de Viamão reconhece a ausência de envolvimento de Mayanna no homicídio de Oliver, já que a acusação foi arquivada. O processo por tortura por omissão continua em andamento, e a mãe permanece sob medidas cautelares que limitam seu contato com os filhos.
Com informações de G1, GZH, Correio do Povo.
Fonte: G1, GZH, Correio do Povo