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luciano huck e a suposta fraude industrial

a ação contra a Cimed traz à tona suspeitas de apropriação de fórmulas

Daniele Morais
5 de novembro de 2026 · 3 min de leitura
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Na última terça-feira (3), o Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, recebeu a queixa-crime da Suavetex, indústria de higiene oral de Uberlândia, que acusa sete executivos da Cimed de fraude industrial e concorrência desleal. O caso gira em torno de seis produtos de higiene bucal que, segundo a fabricante, foram lançados com a mesma formulação de uma linha chamada Carmed, desenvolvida pela Suavetex, mas comercializados sob a marca Super.

luciano huck e a cimed em foco

Luciano Huck, CEO da Globo Ventures, e Roberto Marinho Neto, da Globo, foram arrolados como testemunhas no processo. Eles não são acusados, mas podem ter que esclarecer a sociedade que mantêm com a Cimed e a prática de se associarem a empresas anunciantes em troca de publicidade na TV. A Suavetex questiona se Huck e Marinho Neto sabiam da suposta manobra de João Adibe, presidente da Cimed, de mudar o nome de uma linha de produtos para higiene bucal em 5 de agosto de 2025, dia em que o Cade aprovou uma joint venture entre a Cimed, a Globo Comunicação e Participações e a Joatinga, empresa controlada por Huck.

cilm a joint venture e a marca Super

  • Em 1º de setembro de 2025, a Cilab S.A. recebeu oficialmente a Globo e a Joatinga como sócias. A Cimed detém 70%, a Globo 25% e a Joatinga 5%.
  • A Cilab se dedicou a marcas de higiene infantil, nomeadamente João e Maria. A Super, que aparece no BBB 26, está registrada em nome da Cimed no INPI e na Anvisa, e não pertence à Cilab.
  • O contrato de mídia entre a Cilab e a Globo prevê publicidade na emissora durante cinco anos, com valor sigiloso.
  • Em 5 de agosto de 2025, a Suavetex aprovou as artes finais das embalagens da linha Carmed, enquanto a Cimed, em 31 de agosto, notificou os seis produtos na Anvisa sob a marca Carmed, e em outubro, os mesmos produtos foram notificados novamente com a marca Super, fabricados pela Icefresh.
  • Um laudo técnico da Suavetex concluiu que os produtos Super reproduzem a formulação da fabricante, componente a componente.

acusações de fraude e concorrência desleal

Na queixa-crime, a Suavetex pede condenação dos sete envolvidos com pena de três meses a um ano de detenção, ou multa, e indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além de danos materiais. A ação foi distribuída na quarta (4) para a 1ª Vara Criminal de São Paulo. A Cimed nega as acusações e afirma que a queixa configura tentativa da Suavetex de reverter derrotas na esfera cível. A fabricante ressalta que suas relações com fornecedores são conduzidas com base na boa-fé, no equilíbrio contratual e na transparência.

relação da cimed com o domingão

  • Em novembro de 2023, a Cimed anunciou Luciano Huck e Angélica como embaixadores da Lavitan, sua marca de vitaminas.
  • Em 2025, a Cimed renovou a parceria com a Globo com investimento de cerca de R$ 60 milhões, metade destinado ao Caminhão do Domingão.
  • Em abril de 2025, a Cimed lançou a linha João e Maria no palco do Domingão, registrada no INPI em nome da Cilab.

conclusão do processo

A Suavetex questiona se a troca de marca foi discutida entre os sócios da Cilab ou no comitê de mídia que reúne Huck, Marinho Neto e Adibe. Huck e Marinho Neto negam qualquer envolvimento com a suposta fraude industrial, afirmando que o Comitê de Marketing e Mídia da Cilab só delibera sobre as marcas de seu portfólio, do qual a Super não faz parte. A Cimed destaca que a Super é de sua titularidade e que a campanha veiculada no BBB 26 foi paga diretamente pela empresa.

O caso permanece em curso no Poder Judiciário, com a Cimed aguardando decisão sobre a improcedência das alegações da Suavetex.

Com informações de Notícias da TV, Metrópoles, tmc.com.br.

Fonte: Notícias da TV, Metrópoles, tmc.com.br

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